Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.
No tempo que o Vasco ainda jogava futebol, a internet era 1.0.
Até os dias atuais, muita gente não sabe as diferenças entre esses números que expressam a evolução do sistema que usamos. Vou explicar:
Na web 1.0, o servidor ou webmaster mandava todas as informações para o usuário. Assim, os pobres mortais, não podiam expressar as próprias opiniões ou adicionar conteúdo que fosse relevante. Agora, com o advento da web 2.0, as pessoas fazem parte da mídia digital, contribuindo para o fluxo de dados. Exemplos disso são serviços como: youtube, o próprio wordpress, as redes sociais (Orkut, myspace, facebook), as wikis (enciclopédias livres) e os portais com vários serviços agregados, como o Windows Live.
Apesar de muitos considerarem a web 2.0. Um grande golpe de marketing, eu que sou usuário assíduo desde 1994, antes da internet em si, na era da BBS, vi como as coisas realmente funcionam e posso afirmar com todas as letras que estamos evoluindo.
Então, outro dia me peguei pensando enquanto via algum filme sem graça no sofá da minha casa: Onde vamos parar? Como vai ser a internet 3.0?
Para Mo Shakouri, vice presidente de marketing do grupo WIMAX, eles tem a nova tecnologia que vira revolucionar as telecomunicações, e a revolução será móvel. A nova freqüência de transmissão de dados supostamente vai permitir uma velocidade até 12 vezes maior que a atual 3G. Isso daria uma conectividade extremamente rápida e em qualquer lugar. Um tráfego com qualidade até mesmo superior que a atual ADSL dos computadores. Apesar de hoje em dia já ser possível esse tipo de interação com a web em tempo integral por parte de notebooks, pdas, videogames e celulares equipados com wi-fi, a rede WIMAX promete fazer esse acesso mais rápido e barato.
No entanto, na opinião de Daniel Gruhl, um dos diretores do Almaden IBM Research Center, a web 3.0 será a integração de todos os serviços já oferecidos de forma inteligente. “A Web 3.0 organiza e agrupa essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta” – disse Gruhl. O centro de pesquisa que ele faz parte se encontra no vale do silício californiano e tem como objetivos encontrar novos usos comerciais para a Internet. Encontrar o novo youtube por assim dizer.
Não sei qual vai ser o fim. Talvez a nova geração da internet ainda nem exista e tudo isso seja só mais uma forma de vender algo que já existe com uma cara nova, talvez a revolução esteja acontecendo nesse momento e nós nem nos damos conta. Sei que nada vai oferecer uma mudança tão drástica quanto a participação que hoje, por força, adquirimos na internet.