Resenha: Red Belt

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Desde nosso retorno tive uma palavra em mente quando escrevo para o Mal Começo. Pegar leve.

Vejam bem, a idéia inicial era muito boa. Um blog de “notícias” de diversos tipos vindas dos mais variados lugares. Tudo isso com uma mescla de opinião pessoal e informação alternativa (como resenhas, as colunas de cinema, videogames e etc).

Tudo lindo, maravilhoso, certo? Não!

O passo era maior que as pernas. As atualizações ficaram mecânicas, maçantes e muitas vezes mal escritas. A equipe se desfez e o site morreu. Tentar revivê-lo é um sonho que estou lutando para realizar, só que desta vez de uma forma diferente: Uma linguagem que beire o coloquial, colunas espaçadas e com a lembrança fixa de respirar no meio tempo que me resta. Quero transformar minhas opiniões em notícias. Quero que os visitantes parem e vejam o que tenho para dizer.

Porém,não conseguirei MESMO fazer tudo sozinho. Vale repetir algo que é dito desde o começo do blog: Precisamos de colaboradores!

Bem, algo que sempre me orgulhei foi de fazer boas resenhas. Modéstia parte já fui elogiado por professores, amigos e até autores que tiveram suas obras resenhadas por mim. Esses pequenos resumos críticos são algo que, se depender de mim, jamais sairão da grade de programação do MC.

Este último final de semana assisti Cinturão Vermelho (RedBelt) com a namorada. Acho que minha atual empolgação com o mundo do MMA (Mixed martial arts) influenciou na minha decisão de escolher a película.

O longa conta a história de Mike Terry (Chiwetel Ejiofor), um professor de Brazilian Jiu Jitsu com uma das maiores caras de derrotados que eu já vi. Ele é simplesmente FODA. Criou um método revolucionário no tatame, é o melhor lutador do mundo, acredita na honra, na paz e o mais engraçado: No código dos samurais.

Sério, nada contra, mas ele é um afro-americano que vive no século 21 e quer viver de acordo com o Bushido? Sei…

Mike e sua esposa Sondra Terry (Alice Braga) vivem no vermelho enquanto tentam equilibrar as finanças da academia de Mike e do pequeno negócio de tecidos de Sondra. No meio de uma centena de brigas o casal pensa que sua sorte está mudando. Mike salva a vida do ator famoso Chet Frank, interpretado pela absurdamente dispensável Tim Allen. Chet passa a ajudar o lutador e o inclui na produção de seu novo filme. Como já era esperado nada dá certo para o personagem loser de Eijofor que se vê no meio de uma conspiração para fazê-lo subir ao ringue.

O samurai negro dos Estados Unidos, por sua vez, não vai deixar isso barato e contraria todas as expectativas (inclusive as minhas).

Na história todos são ricos e Mike não tem dinheiro para trocar sequer um vidro quebrado de sua academia. Vive em um mundo imaginário onde só sua honra importa. Ele não participa de competições e distribui aulas grátis como se fossem injeções na testa. Não existe ninguém assim no mundo real. O cara leva vários golpes morais ao ver tudo que acredita ser pervertido pelo sistema capitalista onde até mesmo seus ídolos são corrompidos e ele não faz nada. NADA. Só encara a câmera com uma de suas trinta e sete caras de cachorro perdido.

Vocês devem estar se perguntando: E Rodrigo Santoro?

Mais um papel completamente apagado em Holywood para o brasileiro. Assim como em 300, Santoro é inútil. Não faz nada que não pudesse ter sido feito da mesma forma por qualquer outra pessoa. O mesmo pode se dito de Alice Braga.

Sinceramente, esse filme não me agradou. Tenho um gosto muito pobre para cinema, admito, mas esse simplesmente não desceu. Eu assisto comédias bestas, assisto blockbusters de ação cheios de efeitos especiais e me divirto com isso. Mas esse drama repleto de idealismos utópicos foi demais.

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