Sandman e seu lançamento pela Pixel

Outubro 28, 2008

Meus sentimentos por Sandman, brilhante série de Neil Gaiman, sempre foram muito respeitosos. Como falei por aqui, conheci o mundo dos quadrinhos há pouco tempo, mas já tive a oportunidade de ler grandes obras como Watchmen e Preacher. O que não foi dito, é que não possuo essas revistas. Li por meio de scans em meu computador. É feio, eu sei.

A literatura é uma das poucas artes que realmente tenho MUITA pena de piratear, seja por ser a área que escolhi como profissão ou porque é extremamente mais prazeroso segurar o livro em mãos, sentir a textura, cheiro e etc. Sandman, por outro lado, é importante demais, é genial demais para ser lido de uma forma fria e impessoal.

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Já conhecia o trabalho de Gaiman por intermédio de romances como Filhos de Anansi ou Deuses Americanos e, por se tratar de meu autor internacional preferido, e por motivos citados anteriormente, deixei Sandman de lado devido ao seu preço e só voltaria a prestar atenção na série quando fosse economicamente saudável. Agora, já é.

Recentemente a editora nacional Pixel Media começou a relançar os volumes da série. Não são aqueles lindos livros de capa dura da Conrad, mas ainda assim é um trabalho muito bem feito, todo em papel especial envernizado e recolorizado nos Estados Unidos, onde foi lançado em uma edição chamada Absolut Sandman.

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Há também muitos extras inéditos no Brasil, que mostram desde a criação do personagem e sua apresentação à DC comics, até o processo de criação de capas com comentários dos autores. Algo que realmente faz da revista uma peça única.

O primeiro volume, Sandman: Prelúdios e Noturnos, já está disponível e custa R$ 29,90 em bancas ou livrarias. Comprei o meu, porém, em promoção na Saraiva por R$ 23,00. A série será publicada trimestralmente, o que não deve apertar o bolso de ninguém.

A importância de Sandman para, não só o mundo das histórias em quadrinhos, mas para o mundo literário como um todo é inegável. A maestria da retórica de Gaiman ao brincar com o inconsciente e o mitológico explorando (mais uma vez) o mundo dos deuses alternativos que caminham entre os humanos, combinada com o traço simples e ao mesmo tempo incisivo de Sam Kieth e Mike Drindenberg incentiva a leitura até mesmo daqueles que não são lá muito chegados em livros.

A iniciativa da Pixel, também, é louvável. O relançamento das edições com um custo mais acessível à maioria da população pode ajudar a difundir ainda mais essa obra prima da nona arte e desmitificar a lenda de que história em quadrinhos é coisa de criança.

Bons sonhos!


Relação Custo X Benefício Na Educação Universitária

Outubro 24, 2008

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Acho que quando somos estudantes do ensino médio sempre pensamos qual a finalidade da matéria X em nossa vida quando pretendemos optar pela carreira Y. Em um curso superior a situação não muda tanto assim. Por exemplo: Sabemos, ou pelo menos fingimos ter em mente, que FILOSOFIA é extremamente importante para o curso de Jornalismo. No entanto, apesar destas expectativas, certos professores não ajudam quando a questão é assiduidade ou foco em sala de aula.

Entra então o problema da desilusão acadêmica. Muitos calouros que põe um pé em uma universidade (pública, principalmente) se deparam com uma desmotivação geral. Que vem desde o corpo docente e se alastra por quase todas as turmas. Faltas pipocam em cadernetas, trabalhos aparecem malfeitos ou copiados, cadeiras ou até mesmo cursos inteiros são trancados e abandonados.

Há, porém, aqueles como eu que sempre pesam seus esforços usando o conteúdo aprendido como contrapeso em uma balança imaginária. Munidos de seu ceticismo estudantil, os adeptos desta filosofia avaliam cada situação com cautela antes de correr riscos desnecessários como pegar três ônibus para assistir uma aula que na verdade não existe. Acredite se quiser, este grupo cresce exponencialmente.

A culpa não é dos alunos. Tiro por mim: No início do período prometi que ia tentar ser mais responsável quanto às minhas tarefas acadêmicas, assistir mais aulas e me empenhar ainda mais nos estudos. Fato ou Ficção?

Ficção. Não por desleixo de minha parte, longe disso. O ambiente saturado pelo marasmo instrutivo destes dinossauros do conhecimento (sério, tenho um professor que leciona desde 1971 na mesma instituição) e o constante bombardeamento intelectual com outras atividades mais produtivas como: simpósios literários, palestras na feira do livro, ou até mesmo uma boa leitura particular tendem a proporcionar um distanciamento mental das atividades tidas como “obrigatórias”.

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A partir do momento que o estudante possui uma ementa e uma bibliografia da disciplina na mão, assiduidade e participação, principalmente aquelas completamente desnecessárias, tornam-se elementos secundários no aprendizado.

Não digo que estudo o dia inteiro livros de lingüística ou comunicação por conta própria. Óbvio que não. Leio MUITO, mas leio o que considero importante ou prazeroso. Seja isto uma revista em quadrinhos, um blog randômico ou algum artigo de Saussure. Também não grito que todos devam parar de comparecer em suas classes ou ignorar toda e qualquer palavra dita por seus mestres, é tudo uma questão de avaliar. Custo x Benefício.

Realmente não vale a pena se estressar, cansar ou irritar com qualquer coisa que vá lhe trazer uma falsa sensação de realização ou um errôneo sentimento de missão cumprida. Atitudes como: permanecer em sala quando o sono é maior que o conteúdo ministrado ou fazer uma resenha daquele filme chatíssimo que não vale um mísero pontinho no boletim não vão trazer louros da vitória para ninguém. Faça o que achar importante para SEU aprendizado.

A solução para este intricado quebra-cabeça claramente não parte de mim. Seria necessária uma completa reestruturação do currículo disciplinar, uma avaliação do método de ensino e talvez até uma campanha motivacional para melhorar a auto-estima dos alunos e a moral do curso. Infelizmente tudo isso parece ser um sonho enevoado e distante.

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Olhando para frente, Turma.

Parafraseando uma amiga que também é praticamente doutora neste modo de vida: Ninguém precisa ficar babando professor para ser o cara que todo mundo admira.

Pense nisso.


Resenha: Lost Boys: The tribe

Outubro 22, 2008

Caso você não queria ler essa resenha até o final, neste parágrafo tem tudo que você precisa saber: Lost Boys: The tribe é tosco. Não que seja MUITO ruim, só é tosco.

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Lost Boys: The tribe, conta a história de Chris Emerson, vivido por Tad Hilgenbrink, e sua irmã Nicole, Autumn Reese, que se mudam para Luna Bay após terem perdido seus pais em um acidente e ficado sem dinheiro. Chris é um ex-surfista famoso que foi expulso do circuito por ter um comportamento violento e Nicole é só uma garota de 17 anos bonitinha que não vai à escola. Os dois se mudam para a cidade costeira na esperança de refazer suas vidas da melhor maneira que sabem: Festejar, beber, arrumar brigas sem motivo e descolar novas paixões.

Como já foi mostrado no primeiro filme, no final dos anos 1980, Luna bay é um imã para pessoas estranhas, de comportamento destrutivo e por conseqüência, vampiros. Como já era esperado, o vampiro bonitão, fodão e surfistão se apaixona pela irmã de Chris que com a ajuda de EDGAR FUCKIN’ FROG vai derrotar os mortos-vivos mais experientes sem nenhuma habilidade prévia ou conhecimento do mundo sobrenatural.

As atuações são pífias. Sério. Depois de ver alguma das mil seqüências de American Pie na qual Hilgenbrink é protagonista, não consigo mais imaginá-lo como um ator sério. Todos os outros são desconhecidos e juro ter visto o sobrenome Sutherland vindo de algum primo distante por ali em algum lugar, como em 87.

Quando se trata de efeitos especiais também não há muitos elogios a serem feitos. As presas que crescem, os vampiros que se transformam em pedra e até o fogo deixam MUITO a desejar. A trilha sonora, por outro lado, é bem divertida. Um rockzinho genérico quase sempre toca ao fundo climatizando com certa maestria a vida quase adolescente que os vampiros levam.

O desenrolar da trama também me pareceu muito rápido, como se tivessem atropelado certos acontecimentos e não desenvolvido outros como deveriam.

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_EDB0434.NEF O melhor do filme? Não, não são as curvas de Autumm. Sem dúvida é Corey Feldman voltando a um papel que marcou a infância de todos com minha faixa etária: Edgar Frog, fabricante de pranchas e matador de vampiros, apesar de não fazer quase nada no filme inteiro, o homem de voz cavernosa merecia um longa só dele.

Lost Boys: The tribe, é só mais um filme de vampiros. Em meio a tanta porcaria que é lançada por aí, este não se destaca pelo roteiro, pelos atores ou pelo final surpreendente. Ele não tem nada disso. O longa se sobressai pelo seu NOME. As duas palavras, LOST BOYS, fazem qualquer criança que viveu no começo dos anos 90 ter arrepios nostálgicos. Se for assistir, tenha sempre em mente que não chega nem perto do primeiro filme.


Para comentar: Detonados, usar ou não usar?

Outubro 19, 2008

Este post também está disponível no Lápis e Papel. Blog sobre notícias, Previews e Reviews do mundo gamer.

Walkthrough ou como é mais popularmente conhecido: detonado, é a última carta na manga de cada gamer. Há quem os odeie, há quem não viva sem, mas algo é completamente inegável: Todo mundo já usou e vai usar de novo.

hardcore_thumb Uma coisa que sempre me incomoda enquanto jogo é a dificuldade dos games. Não sou um hardcore gamer, e acho que ninguém com uma vida normal, com: emprego, namorada(o) faculdade e vida social o seja nos dias de hoje, salvo aqueles que são pagos para jogar. Aquelas situações espartanas onde o puzzle mais difícil do jogo aparece ou quando hordas intermináveis de inimigos surgem de todas as direções conhecidas pela humanidade, acabam por irritar e tiram completamente o objetivo dos videogames em minha opinião. Entreter. Quem nunca jogou o joystick no chão ou enfrentou o mesmo adversário mil vezes para assegurar a honra com uma vitória?

Nestas horas, considero válido e até mesmo necessário o uso de detonados ou faqs de qualquer forma. Não preciso esquentar a cabeça durante 30 minutos arrumando alguns fusíveis em Onimusha 3 para aproveitar o enredo em sua total plenitude.

Agora comportamentos excessivos, como os que já vi e até mesmo utilizei em um passado obscuro são completamente desprezáveis, presenciei situações que em cada porta aberta o jogo era pausado para observar a próxima linha do detonado e ter ciência do próximo passo a ser dado. O envolvimento jogador-jogo, que muitas vezes é forte e acaba em uma relação quase amorosa que dura por muitos, muitos anos (como a minha com God of War e a de milhões de pessoas com Mário), é completamente ceifado nestas situações. O que se instaura, porém, é um desejo de superioridade infantil de terminar o game a qualquer custo. Algo como o “jeitinho brasileiro” gamer.

Ajuda, socorro ou um instrumento de trapaça? Os WalkThrough são realmente necessários? E você, leitor, o que acha? Os Detonados podem ser considerados uma forma de trapaça semelhante ao gameshark ou somente dão uma forcinha nos momentos difíceis?


Ex Machina

Outubro 18, 2008

Sempre tive uma relação de amor e ódio com Histórias em Quadrinhos. Há algum tempo atrás, durante meu frenesi literário de 2005/2006 tinha uma completa aversão a tudo que tivesse desenhos ou ilustrações de qualquer tipo. Hoje vejo que deixei de pôr as mãos em muita coisa boa naquela época.

A situação só começou a mudar de verdade quando no começo do ano, durante a sétima semana de letras na UFMA, fiz um mini-curso sobre a linguagem nos quadrinhos. O professor, Bruno Azevedo, lançou à turma uma ampla visão sobre a história dos quadrinhos, seu contexto político-social e até mesmo sobre a lingüística por trás das comics. Simplesmente lindo.

Foi com esse espírito de descobrimento que naquela mesma época timidamente fui à minha biblioteca procurar um exemplar de Stardust que havia sido comprado, mas nunca lido.

Desde então tenho visto o mundo dos quadrinhos (ou Graphic Novels) com novos olhos e me interessado (muito) por algumas séries. Nada de super heróis ou personagens muito tradicionais, já que teria de ler milhões de arcos, centenas de revistas para entender porque fulano morreu três vezes ou porque cicrano tem um clone. Minha verdadeira paixão tem sido as histórias menos “populares” como Wanted (que li antes de ver o filme), Preacher, Watchmen e Ex Machina. E é desta última que hoje vos falo.

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Nunca tinha ouvido falar desta mini série, havia visto sim exemplares na banca, mas nada que me chamasse atenção. Ontem caminhava pelo shopping tentando garimpar alguma preciosidade no mar de nada que se encontram as atuais prateleiras de comics em São Luís quando me deparo com o encadernado completo da série. O preço estava bom e era o último exemplar, fato que me incentivou mais ainda a comprá-lo.

Ex Machina, escrito por Brian Vaughan, conta a história de Michael Hundred, o único super herói do mundo com poderes de verdade, que, após revelar sua identidade e abandonar a máscara, é eleito prefeito da cidade de Nova York logo após os atentados de 11 de setembro.

O contexto é de certa forma cheio de paradoxos, a dualidade da vida de Hundred como herói e como político se mistura todo o tempo com os constantes ataques que o protagonista sofre no decorrer da trama. Há, além de um enredo histórico, comentando a queda das torres e o sofrimento por trás de um herói que pena por não ter conseguido salvar todos no atentado, várias questões controversas como investimentos para a educação ou casamento de homossexuais. A verdade por trás dos poderes do prefeito Hundred também é “explicada” em flashsbacks no decorrer da revista.

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O traço da obra, feito por Tony Harris, é de extremo bom gosto e de realismo impressionante. Um dos mais bonitos que já vi. Nas cenas de ação, que na verdade não são tantas, o desenho mostra uma arte ao mesmo tempo simples e incisiva. Algo que o acerta como uma marreta na têmpora direita.

O único ponto negativo da série é o número de volumes. São somente três fascículos na versão brasileira e sete volumes na história toda. Apesar de ABSURDAMENTE curta, Ex Machina jamais será obscurecida por sua pouca duração.

Peguei Ex Machina completamente no escuro. Não havia pesquisado nada sobre a obra e nem sou tão conhecedor deste tão complicado universo para saber a biografia do autor e avaliar seu talento só de ouvir o nome. Ao ler o depoimento deixado pelos irmãos Wachowski e descobrir pela capa que a série havia ganhado o prêmio Eisner como melhor nova série de 2005 fiquei mais seguro ao abrir a carteira. Melhor decisão dos últimos tempos.

Ex machina, na falta de palavras menos brutas para expressar um sentimento de satisfação tão grande, é FODA, e apesar do amargo gosto de “quero mais” que deixa ao final de suas 150 páginas merece ser lido e relido várias vezes.

PS: Pesquisei outra obra do mesmo autor de Ex machina, Y: The last Man. Estou lendo loucamente, é MUITO bom.


Lugares que você não conhece: Maria Bonita

Outubro 17, 2008

No antigo blog para o qual escrevia, havia uma seção chamada “Lugares que você não conhece”. Basicamente eram dicas de: lanchonetes, restaurantes, bares ou qualquer outro “Point” novo ou desconhecido que fosse realmente bom. Como São Luís é um ovo, e os estabelecimentos comerciais não cumpriam o meu alto nível de exigência, o departamento ficou abandonado por muito tempo. Até agora.

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Recentemente inaugurou perto da minha residência uma casa da tapioca. Todos os dias voltando da UFMA passava pelo local e observava com água na boca. Hoje, finalmente tive oportunidade de experimentar aquelas delícias e assim que pisei no recinto senti que estava vendo o renascimento da velha coluna.

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O local é muito bem decorado bonito de se ver. As cadeirinhas de madeira combinaram perfeitamente com o ambiente “nordestino” do Maria Bonita, parecem até feitas sob medida. O espaço físico não é muito grande, mas nada que dê uma sensação de aperto. Pelo contrário, é aconchegante. Os pequenos detalhes são o que mais chama atenção no lugar. Os bonecos de pano representando Lampião e Maria Bonita, uns cactos e até mesmo o posicionamento dos freezers agradam quem chega ao local, já que não se destacam muito no ambiente, fazendo parte de um todo.

O atendimento foi eficiente, mais eficiente do que eu podia imaginar. Em dado momento fui atendido por dois garçons ao mesmo tempo. Um servindo refrigerantes e outro as tapiocas. É bem verdade que não era horário de pico ou até mesmo um dia movimentado, mas ainda assim me impressionou.

DSC00129 O mais importante: a comida é ÓTIMA, ponto. Acho que uma das melhores tapiocas que já comi. Desde o prato decorado com o número do pedido em manteiga até mesmo a variedade dos beijus, tudo é bom. Há doces, salgados e até alguns que nunca havia visto, como o de camarão. Provei um cangaço (queijo mussarela, frango ou carne de sol, calabresa, azeitonas, ovo e catupiry) e um virgulino (queijo mussarela, frango desfiado, azeitonas e catupiry). Ambos muito gostosos. Todos os itens do cardápio têm esses nomes regionais que contribuem ainda mais para o clima do Maria Bonita. Além das já esperadas tapiocas, há cuscuz e salgados. Nas bebidas o Maria Bonita possui refrigerante, sucos, café expresso e cerveja long neck. Os preços estão em um pequeno ponto hibrido entre o caro e o barato. Nada que vá fazer um rombo no seu bolso, mas talvez saia meio caro pedir vários beijus. Os recheados mais baratos estão na faixa de R$ 3,50 e o mais caro custa R$ 4,90. Nossa conta, com três tapiocas e duas latinhas de refrigerante saiu por R$ 17,70.

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Em uma cidade como a nossa, onde ambientes agradáveis e boa comida nunca andam de mãos dadas, o Maria Bonita se destaca mostrando que não só de preços caros vivem os amantes da boa comida.

Maria Bonita: Av. 01 (principal) Residencial Araras. Cohama. Próximo ao Salão Estilo.

Fone: 32467233

Este NÃO É um post patrocinado. Não recebi nada por ter divulgado o local. Esperem por mais atualizações desta seção em breve.


Quem é: Richard Dawkins

Outubro 15, 2008

Fui apresentado a Richard Dawkins com a seguinte descrição: “Ele é um ateu fodão”. E é, talvez, a forma mais bonita de descrevê-lo. Richard Dawkins é um ateu “fodão”.

0,,11817905,00 Dawkins nasceu em Nairobi em 26 de março de 1941. Apesar de ter nascido no Quênia morou na Inglaterra desde muito pequeno, já que seu pai se alistou para lutar na segunda guerra mundial ao lado das forças aliadas. Após o que ele diz ter sido uma infância normalmente anglicana, estudou Zoologia em Oxford, ensinado pelo ganhador do prêmio Nobel Nikolaas Tinbergen, que continuou como seu mentor durante o Mestrado e o Doutorado, ainda em Oxford. Nessa época, em meados de 1966, Richard estudou modelos de decisão animal. De 1967 a 1969 ensinou em universidades americanas até voltar à Oxford, finalmente como professor titular, onde se aposentaria em 2008 por ter atingido a idade limite de lecionar.

Em 1976 publicou seu primeiro Best seller e obteve um grande impacto na comunidade científica do mundo inteiro. The selfish gene (O gene egoísta). Essa teoria de Dawkins procura explicar a evolução das espécies no nível genético. Mostra como a partir do gene, a máquina de sobrevivência humana pôde evoluir e desmistificou (mais uma vez) o conceito religioso da criação divina. Desde então, Dawkins tem, publicado trabalhos e lutado para disseminar o Ateísmo e suas idéias, sempre quebrando argumentos religiosos embasado pela ciência.

Richard Dawkins é extremamente criticado em fóruns, sites e blogs pela internet afora. Apelidado erroneamente de pitbull do ateísmo, Dawkins realmente defende com forte veemência suas convicções. Muitos o chamam de fundamentalista anti-religião. Uma espécie de Al Quaeda contra, na falta de uma palavra melhor, entidades.

Recentemente, Dawkins foi eleito um dos três intelectuais mais importantes do mundo, juntamente com Chomsky (lingüista famoso, para quem não sabe) e Umberto Eco (filósofo, escritor e lingüista italiano). Título que por si só rebate vários argumentos quanto seu fanatismo científico ou falta de capacidade.

O sempre controverso Richard, assim como Marcílio de Pádua no século XIII, defende a idéia de um Estado mais ateu, onde o loby dos sem religião seja forte, assim como a bancada evangélica na câmara de deputados brasileira hoje em dia. Acredita piamente que a religião é um “vírus da mente”, que se baseia no seu conceito de memeplexo e genes. Quando uma idéia é difundida por vários cantos do mundo, através de gerações, passada de pais para filhos, ensinada nas escolas, mostrada na televisão, ela acaba por evoluir em seus genes, de acordo com meu entendimento

Em seu mais novo Livro, que acabei de adquirir e deve estar sendo entregue pelos correios hoje mesmo, Deus, Um delírio, Dawkins combate ativamente toda e qualquer argumentação de cunho religioso, como uma batalha a ser vencida. Usa até um índice de pensamento para destrinchar os pormenores dos argumentos alheios. Espero resenhar este volume assim que terminar sua leitura.

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Ácido? Apaixonado? Ateu? Richard Dawkins se enquadra em todas estas definições. No entanto, sua importância para a sociedade e tentativa ímpar de abrir os olhos do mundo para os males religiosos e o dever de voltá-los para educação e o real saber são inegáveis e devem ser NO MÍNIMO conhecidas por todos aqueles que só precisam de mais um empurrãozinho para se afastar de vez dos dogmas de J.C. e seus capangas.

Para saber mais:

Wikipedia

Site oficial

Entrevista Revista VEJA

Entrevista Revista Época

Resenha do Livro Deus, um Delírio

PS: Essa é para meu amigo Sckar poder ler do trabalho.


Falta de atualizações

Outubro 14, 2008

Peço desculpas à todos os leitores do blog e até aos amigos do MSN. Sumi mesmo essa semana/final de semana. Muitas e muitas provas na faculdade de jornalismo e quando finalmente pensei respirar tive um contratempo com minha conexão à internet que me deixou offline desde sexta feira passada. Agora finalmente podemos voltar com nosso programação normal.

Fernando


Para comentar: Excesso de "Mário" e franquias.

Outubro 5, 2008

Texto também publicado no Lápis e papel. Blog sobre notícias, resenhas, previews e variedades do mundo gamer.

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Já levantei discussões sobre a infantilidade dos consoles da Nintendo. E, pelo meu posicionamento, deve ter ficado subentendido que sou um sonysta de carteirinha. Nesta semana que passou, a Big N lançou a nova versão de seu videogame portátil o DSi. Câmeras, slots de cartões SD e telas maiores foram algumas das funcionalidades adicionadas ao console. Melhorias estas que vão gerar milhões de joguinhos bestas baseados em fotos, uma conectividade quase inútil com o irmão maior, o Nintendo Wii e, quem sabe, para alegria geral da nação um Mario Shot, Wario Photo Land ou qualquer coisa do tipo.

A importância do encanador italiano para a história dos videogames é inegável. Mas o endeusamento que Mario e toda sua fábrica de dinheiro sofrem nos dias de hoje é completamente desnecessário. Todo o vislumbre com esse ícone gamer acaba por obscurecer outras franquias de (enorme) peso que não visitam mais as plataformas da Nintendo, como Street Fighter e Resident Evil.

Enquanto os Nintendistas não têm Ryu e companhia podem aproveitar com todo entusiasmo: Super Paper Mario, Super Mario Galaxy, Mario & Sonic at the Olympic Games, Mario Party 8, Mario Super Sluggers, Mario Strikers Charged, Super Mario Kart, Super Smash Bros . Brawl, Wario Land: Shake It, Wario Ware: Smooth Moves. Isso sem contar os títulos de GameCube, NDS ou disponíveis por Virtual Console.

O ditado “em time que está ganhando não se mexe” é impraticável no mundo do entretenimento virtual. Continuar investindo dessa forma em franquias antigas e infantis espanta velhos entusiastas da empresa deixando-os nos braços da concorrência, que conseguem suprir a demanda por outros tipos de jogos.

Todos que jogaram esses games clássicos na infância sentem uma saudade imensa daquele tempo. Óbvio que não dos gráficos pixelados dos oito bits ou dos personagens em si, mas sim da sensação infantil de novidade ou recompensa que tínhamos ao colocar a fita na no console após tirar 10 na prova de ciências. No entanto, chega uma idade na vida de uma pessoa que simplesmente pular na cabeça de uma tartaruga não é mais suficiente.

E você, leitor? Acha que a overdose de Mários e o excesso de saudosismo prejudicam a Nintendo nos dias de hoje?


Abstração Intelectual

Outubro 4, 2008

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Certa vez me disseram que não são os médicos e seus erros que mais arruínam vidas, são os professores. Cada vez que um “doutor” falha, manda um corpo para o necrotério, quando é a vez do professor errar, turmas inteiras de alunos são desviadas de seus caminhos. O caso fica ainda mais serio quando se passa em uma universidade, já que não são apenas discípulos, e sim futuros profissionais que perdem o rumo.

Não sei se por medo de uma concorrência realmente preparada ou uma grande frustração com a carreira ou área escolhida, mas ultimamente noto que certos educadores da academia fogem completamente dos assuntos de suas disciplinas invadindo outros campos de estudo, em uma vã tentativa de abrir olhos que já estavam abertos e acabam escorregando para um mundo de abstração intelectual, diferente do concretismo que um ensino superior deveria ter.

Por definição, Laboratório é um lugar de trabalho e investigação científica, testes e experimentos. De uma disciplina laboratorial não espero nada menos que tentativas e práticas para melhorar, no caso das minhas faculdades, a escrita. Quando um professor cria intermináveis debates sem sentido sobre educação, folclore ou até mesmo reggae, levando pedagogas e delegados para palestrar sobre estes assuntos, é impossível não pensar que há algo errado.

Não questiono a produtividade das aulas, longe disso, apenas ponho em dúvida a relação de tais atitudes com a prática esperada da cadeira.

E nem somente no glamoroso mundo das instituições privadas observa-se esse comportamento. Na UFMA, Universidade Federal do MA, alguns professores gabaritados e concursados abduzem os seus alunos para aquele mundo cinza e irreal onde nada faz sentindo, levando autores que causam  uma grande vergonha aos seus leitores quando defendem teses ridículas, como a de que o fogo é fruto da relação carnal entre dois gravetos ou que toda sombra deseja ser uma gruta. Algo que mais parece uma viagem de LSD e põe em cheque a sobriedade do escritor.

As ementas disciplinares são amarras, isto é inegável e é até mesmo repreensível ministrar todas as horas de um período universitário com aulas tradicionais e monótonas, mas também é inaceitável ceifar certas expectativas curriculares de uma forma tão brutal, tornando as disciplinas completamente insuportáveis, tirando o ânimo e a disposição daqueles que têm que pegar três ônibus para ir à faculdade.

Inovar é preciso, mas nem tanto.