Crença cega e Inri Cristo.

Novembro 28, 2008

De acordo com o Michaelis Online, Acreditar é: “dar crédito a, ter como verdadeiro”

Escutem bem as palavras “ter como verdadeiro” reverberando no ambiente.

Pelo que vejo, uma pessoa que acredita em algo ou alguém, não precisa de provas para demonstrar sua devoção. Você pode acreditar que 2 + 2 = 5 e, por mais que a matemática, a lógica e o bom senso provem o contrário, nada mudará sua convicção.

Em seu livro Deus, Um delírio, Dawkins, ao falar sobre crenças, comenta sobre a crença do próprio Jesus cristo. Três hipóteses são analisadas: Jesus era o filho de Deus, Jesus era um homem malévolo que enganou todos seus conterrâneos incultos e mudou o modo como as pessoas pensam, infelizmente, até hoje, ou a pior das três, Jesus realmente ACREDITAVA que era um ser santo.

Quando alguém acredita ser Napoleão, um homem enviado do futuro para salvar a Terra de robôs malignos ou um Alce, que seja, inevitavelmente acaba em um manicômio, mas quando este mesmo alguém acredita em um ser sobrenatural vindo do nada que em toda sua benevolência criou todo a existência a partir do nada e até hoje muda constantemente as leis universais em prol de uma única criatura claramente desmerecedora, ele está plenamente certo pelos padrões sociais. Citando Robert M. Pirsig: Quando uma pessoa sofre de um delírio isso se chama insanidade. “Quando várias pessoas sofrem de um delírio, isso se chama religião”

Ao debater este argumento com meu ainda não oficializado grupo de discussões filosóficas-ateístas fui lembrado instantaneamente de outro caso parecidíssimo, o astro do Super Pop, Inri Cristo, que, para quem não sabe, é aquele senhor de idade que geralmente aparece em programas de massa ou cultura pop debatendo com outros líderes religiosos e afirma ser a reencarnação de Cristo.

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Inri, que um dia já se chamou Iuri de Nostradamus, nome que adotou quando “trabalhava” como vidente e conselheiro, SUPOSTAMENTE sofreu uma revelação sobre sua verdadeira identidade aos 33 anos de idade enquanto fazia jejum no Chile. Logo em seguida iniciou sua peregrinação mundial gritando aos sete ventos que era Jesus Cristo. Ao divulgar sua palavra, Inri foi expulso dos Estados Unidos, Inglaterra e França. Encontrou, finalmente, seu lar em um país de terceiro mundo com uma mentalidade religiosa infantil, arcaica, e com trâmites burocráticos incompetentes demais para pôr um fim à sua cruzada de falácias, o Brasil.

Nessa hora eu deveria falar o quanto é inacreditável que uma criatura tão singular como esta tenha vários seguidores ao redor do mundo, mas nem é tão inacreditável assim.

Talvez Inri Cristo não seja mais um charlatão randômico que estamos acostumados a ver por aí, talvez ele REALMENTE acredite que seja um ser místico enviado para salvar a humanidade com base em aparições na televisão, um site que quase causa convulsões e paródias de músicas famosas. Há até relatos de seus “milagres”, lá constam curas milagrosas de paralíticos, tuberculosos, pessoas com cânceres avançados, entre outros. No mesmo endereço eletrônico também se encontram vídeos de performances místicas sensacionais de suas assistentes.

Penso, ainda que se Jesus Cristo voltasse para anunciar o fim do mundo, ou o qualquer coisa que seja, não seria através de programas da Rede TV e mesmo assim as pessoas o tratariam como mais um falso profeta.

Acreditar é como fugir da realidade e abrir mão da curiosidade humana sem nenhum benefício além de um falso conforto pessoal. Quando as pessoas acreditam em algo, provavelmente irreal, são capazes de levar tais crenças ao extremo de agredir civilizações inteiras, como os atentados de 11 de setembro ou qualquer um dos homens-bomba que ceifam centenas de vidas inocentes todos os dias no oriente médio. Acreditar é perigoso. Se ninguém nunca tivesse perguntado o porquê, não teríamos todos aqueles lindos livros sobre variados assuntos, não teríamos a liberdade de expressão e nem mesmo a internet ou tecnologia para produzir este blog.

Não falo só de Inri Cristo, essa criatura obviamente tem um problema grave e devia estar sob tratamento psicológico severo, ao invés de se aproveitar desta fama errônea, mas sim todas as pessoas com crenças cegas que tomam algo por verdade sem tentar enxergar com os olhos da razão.

Novamente repito: Acreditar é perigoso, tente saber.

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Resenha: [REC]

Novembro 24, 2008

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Não sei se já comentei aqui, mas eu adoro zumbis. Não só zumbis, mas tenho grande apreço por qualquer história que mostre uma realidade alternativa onde os seres humanos tenham que correr por sobrevivência relembrando seus instintos mais primitivos ou que exponha como seriam mundos pós-apocalípticos. Filmes como: Eu sou a Lenda, Extermínio 1 e 2 e Aurora dos Mortos demonstram bem sobre o que eu falo.

Quando soube que um longa saído do promissor cenário do cinema espanhol tratava sobre zumbis eu tive que ir ver. O resultado em uma palavra? Surpreendente.

[REC] conta a história de Angela Vidal, e Pablo, repórteres de um programa noturno que, ao fazer uma reportagem sobre a rotina de um esquadrão de bombeiros, deparam-se com a chamada de um grupo de moradores que ligou para a estação reclamando de uma senhora de idade que gritava como louca em um dos andares de um prédio de apartamentos. Poucos instantes após chegarem ao local, o edifício é lacrado por uma espécie de controle de saúde governamental e todos os personagens se vêem presos em um prédio sem conhecimento nenhum do que se passa ao seu redor.

Nossa, o filme se passa todo em um único lugar?

Sim, pode até soar monótono, mas não é, muito pelo contrário, é completamente frenético. Não há onde se esconder, não há eletricidade, não há o que fazer.

O terror está presente em todos os cantos. Os moradores, os bombeiros e a equipe de TV não sabem o que acontece até os últimos momentos. Uma sensação de aflição cresce exponencialmente na platéia. O último filme que me lembro de ter causado tanto pânico no público ao ponto de gerar gritinhos amedrontados foi O Chamado, quando o cinema japonês ainda era moda.

Nas partes técnicas [Rec] também não faz feio, os personagens são muito bem construídos, nada daqueles estereótipos tradicionais como o negro machão ou a gostosa randômica. São pessoas normais com uma aparência normal. O filme é todo visto com a câmera de Pablo, o cinegrafista, dando aquele ar caseiro e real já visto em A bruxa de Blair e Cloverfield. Li em algum lugar que certas pessoas se incomodam muito com esse estilo de filmagem, mas eu estava tão imerso na história que juro não ter notado grandes problemas.

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Mas e sobre os Zumbis? Nada de extraordinário, o que até achei interessante. Explico: Geralmente os mortos-vivos são quase super poderosos, levam tiros e continuam correndo ,arrebentam portas de madeira pesada com punhos e dentadas e outras proezas mais, mas desta vez não. São rápidos, loucos, histéricos e violentos, mas continuam com a mesma constituição física que tinham antes de serem contaminados. Uma velha zumbi continuará sendo uma velha. Uma velha sedenta por carne e destruição, mas ainda assim uma velha. Não é algo que decepcione, aumenta ainda mais o ar de realidade da película.

A direção de James Balagueró é excelente, pega cada momento que parece simples e inofensivo e os transforma em uma injeção de adrenalina, algo frenético e louco. Até mesmo quando você espera o susto ele consegue fazê-lo dar pequenos pulinhos na cadeira. O desenrolar das cenas também flui muito bem, não se torna pesado ou entediante, acontecendo em um ritmo cadenciado de descobertas por partes dos personagens.

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Como já era de se esperar, Holywood já entrou no embalo e preparou seu remake desta belíssima produção européia, Quarantine deve estrear, provavelmente, em fevereiro do próximo ano, mas, com certeza, não espere o mesmo brilho contido na obra de Balagueró.

[REC] é único. Em um mar de marasmo estes gênios conseguiram fazer uma obra de arte a partir de fuligem e cascalho, não é o tipo de filme que você consegue prever o próximo acontecimento ou senta na cadeira e desliga a mente. É um filme de terror completamente diferente de tudo que costumamos ver. Repetindo minhas palavras iniciais: Surpreendente.

Quero ver de novo.


3D em São Luís

Novembro 18, 2008

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Estreou em São Luís há pouco tempo no Box cinemas uma inovação ainda recente no Brasil, o cinema 3D. No entanto, grande parte da população ainda não experimentou as salas ou não sabe como funciona a procedimento.

Atualmente, há três tipos distintos de tecnologias usadas nas salas cinematográficas em três dimensões, são elas:

Anáglifo (óculos a duas cores): utilizam-se filtros de cores complementares, como vermelho e azul ou vermelho e verde. A imagem apresentada, por exemplo, em vermelho não é vista pelo olho que tem um filtro da mesma cor, mas se que vê a outra imagem em azul ou verde.

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Este é o sistema mais simples e barato disponível no mercado, e por essas qualidades, é o que apresenta pior resultado, causando geralmente dores de cabeça e vista cansada. É comumente empregado em computadores, e produções não feitas especialmente para as salas 3D.

Polarização: utiliza-se luz polarizada para separar as imagens da esquerda e da direita. O sistema de polarização não altera as cores, ainda que ocorra certa perda de luminosidade. Usa-se tanto em projeção de cinema 3D como em monitores de computador com telas de polarização alternativa. Hoje em dia é o sistema mais econômico para uma qualidade de imagem aceitável.

Alternativo: com este sistema se apresentam em seqüência e alternativamente as imagens esquerda e direita, sincronizadas com óculos dotados de obturadores de cristal líquido, de forma que cada olho vê somente sua imagem correspondente. A uma freqüência elevada, a piscada de olhos torna imperceptível o truque. A técnica é utilizada em monitores de computador, TV e cinemas 3D de última geração.

Os atuais óculos do Box cinemas usam essa tecnologia. O filme filmado pra 3D digital tem a correção do ângulo dos olhos direito e esquerdo recriado com a filmagem paralela de duas câmeras posicionadas no momento da gravação. O longa exibido conta também com o dobro de quadros por segundo em comparação a um filme normal.

Apesar dos grandes lançamentos, blockbusters e afins geralmente não serem filmados com recursos em três dimensões, em uma pequena capital como São Luís, onde as opções de lazer para quem não tem carro ou muito dinheiro são extremamente limitadas, a adição de um cinema 3D ao nosso circuito cultural agradará não somente os amantes da 7ª arte, mas sim à todos aqueles que buscam uma proposta diferente e não tão cara de diversão sadia.


Quem é: Seth Macfarlane

Novembro 13, 2008

Desde muito cedo adoro desenhos animados. Após aqueles tradicionais cartoons da Hanna-Barbera que alegraram a manhã de todas as crianças de minha geração, e de outras três ou quatro, me interessei por desenhos de conteúdo adulto como: The critic, Dilbert, God, the devil & Bob, Futurama e o até então insuperável The Simpsons.

Contrariando a opinião de muitos, aquela família amarela e desengonçada, para mim, sempre foi MUITO superior aos seus irmãos mais avançados, Futurama. Homer e companhia, apesar de nunca me fazerem ter uma crise de riso, sempre me divertiam.

Não lembro com exatidão do dia, mas deve ter sido quando o canal FOX começou a ser exibido por aqui, mas foi neste momento da minha vida que conheci Family Guy e foi amor a primeira vista. Todos os dias, quando era apenas um adolescente desocupado, assistia os episódios pela noite e baixava mais alguns para assistir tomando café da manhã. Family Guy era como Os Simpsons, porém MUITO mais engraçado e repleto de humor negro.

Mas quem diabos é Seth Macfarlane?

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Seth é nada menos que o gênio criador por trás de pérolas como Family Guy e American Dad, que é igualmente brilhante.

Seth Marcfarlane nasceu em Connecticut em 1973 e atualmente trabalha na Fox como Animador, Dublador, Diretor, Produtor e Escritor. Em uma recente renegociação de contrato, Macfarlane se tornou o Roteirista/Produtor mais bem pago da história da televisão.

Após se formar no colegial em 1991, Seth foi estudar na Rhode Island School of Design, onde conseguiu seu bacharel em Artes. Durante sua infância, sempre quis trabalhar para a Disney, mas após a faculdade começou a acreditar que eles eram satã e acabou sendo contratado pela Hanna-Barbera.

Nos estúdios da Barbera, Macfarlane trabalhou na divisão de criação do Cartoon Network como Roteirista e Animador. Escreveu para algumas das mais consagradas séries do canal, Johnny Bravo, O Laboratório de Dexter e A vaca e o frango estavam entre elas. Em 1996 Seth trabalhou na seqüência de The Life of Larry, batizada de Larry and Steve. Estes pequenos cartoons acabaram por interessar os executivos da Fox que logo o contrataram apesar de ser o produtor mais jovem da empresa.

Macfarlane é um homem a frente de seu tempo. Ele conseguiu fazer com a animação o que Shakespeare fez com o teatro.

Exagero? Eu sei.

Suas séries, apesar de serem CLARAMENTE inspiradas em outras ou até em outros trabalhos do autor, são repletas de um humor tão irônico que se torna irresistível. Ele tira onda com a concorrência, com cantores, atores e até com grandes franquias como Star Wars

Há pouco o que falar sobre uma personalidade desse tipo, é mais importante conhecer sua obra. Em um mundo onde Os simpsons sejam nota 10, Family Guy e American Dad se destacam com 11.


Idade Terrestre, Flintstones e Religião.

Novembro 6, 2008

Update: Mais informações foram adicionadas ao post já que o mesmo estava muito radical e com um nível de sarcasmo muito elevado. Ninguém precisa fazer inimigos por nada ou ter alguns extremistas gritando no ouvido.

Acho que você provavelmente não sabia, eu mesmo só fui descobrir no último final de semana, mas de acordo com a bíblia a idade do planeta Terra é de cerca de 6 mil anos.

Mil. Não milhões.

Mil. Não bilhões.

Em 1658 o Arcebispo Ussher em seu livro “Os Anais do Velho Testamento Deduzidos do Princípio da Origem do Mundo” datou a idade terrestre de acordo com os textos sagrados e a coisa ficou mais ou menos assim:

* Da criação até o dilúvio – 1656 anos

* Do dilúvio até Abraão – 292 anos

* Do nascimento de Abraão até o êxodo do Egito – 503 anos

* Do êxodo até a construção do templo – 481 anos

* Do templo até ao cativeiro – 414 anos

* Do cativeiro até ao nascimento de Cristo – 614 anos

* Do nascimento de Cristo até os tempos de Ussher – 1650 anos

* Total = 5610 anos

Qualquer pessoa com o mínimo de esclarecimento iria obviamente pensar que os homens primitivos, impressionáveis e ALTAMENTE influenciáveis por fenômenos místicos e, até então, inexplicáveis como a chuva ou os relâmpagos escreveram qualquer coisa em seu livro  por falta de entendimento do mundo e que atualmente certas verdades bíblicas já estão caídas por terra, sendo esta um enorme exemplo.

Mas em uma realidade onde inteligência e religião COMPROVADAMENTE não combinam as coisas não funcionam desta forma e certos cristãos AINDA tentam justificar algumas das bobagens escritas milhares de anos atrás. E uma das principais, em meu ver, é a questão dos dinossauros.

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Duas das melhores respostas que ouvi para este intricado dilema, e que quase me convenceram, foram dadas por professoras de ensino fundamental de escolas evangélicas de minha cidade, e explicam em toda soberba intelectual o que eram e como os dinossauros existiram na visão de deus.

1º – Na época de Noé e sua arca de proporções infinitas, o mundo era um lugar feio e cheio de pecado. Toda essa energia maligna contaminou os animais que, por serem extremamente culpados de adultério, assassinato e cobiçar a mulher alheia, ficaram deformados e foram transformados em seres monstruosos, os dinossauros.

Levando em conta que as grandes inundações ocorreram mais ou menos na época das civilizações mesopotâmicas, podemos chegar, claramente, a só uma conclusão: Os Flintstones foram baseados em fatos reais.

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2º – Os dinossauros nunca existiram e todos os cientistas estão sendo usados pelo Inimigo para desacreditar a bíblia. Assim como Golias, os homens daquele tempo eram MUITO altos, assemelhando-se a gigantes. Os paleontólogos pegaram ossos humanos e montaram os dinossauros como forma de enganar a população e tirar todos do rumo do senhor.

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Se um dia meu filho voltasse da escola contando uma coisa dessas, ele jamais pisaria naquela instituição novamente.

Outro argumento bastante utilizado é o do Behemot, e este não parece ser tão simplório. De acordo com a bíblia (Jó 40:15 em diante), o Behemot era a mais poderosa de todas as criaturas terrestres e possuía uma cauda gigante que seria comparada à arvore do cedro. Alguns especialistas tentam classificar o Behemot como um rinoceronte ou elefante, mas como seus rabos são pequenos demais, os religiosos preferem acreditar em dinossauros a somente uma hipérbole mal colocada.

Há ainda muito o que falar, mas acabaria me tornando redundante ou prolixo já que os argumentos cristão são praticamente iguais. Para saber mais não hesite em clicar aqui ou aqui.

Apesar de não ser bom para o texto o uso de lugares comuns, não há frase melhor neste instante: Errar é humano.

Todos erram, e não é feio admitir o erro e tentar novamente. O louco é aquele que persiste na mesma ação e espera resultados diferentes. Acreditar em uma terra jovem é quase INSANO. Rejeitar todas as evidências de carbono 14, fósseis e geológicas para persistir com uma antiga idéia da coexistência de homens e dinossauros também.

Não seria embaraçoso pedir desculpas e dizer que a bíblia não deve ter crédito literal, não acho que a bíblia deva ter crédito algum, mas é muito mais estranho inventar soluções como estas para um problema que já está resolvido.

A crença religiosa é tão forte e à prova de falhas que, talvez, mudar um pouco a história das escrituras, finalmente libertasse a fagulha para incendiar toda a fé, e isso é algo que os religiosos não podem permitir.

Acreditar é perigoso. Tente SABER.


Jogos de Tabuleiro

Novembro 3, 2008

Há cerca de três semanas ou mais tenho me visto envolto em um mundo que há muito estava esquecido e abandonado. O fantástico mundo dos jogos. Não dos jogos eletrônicos, deste, felizmente, nunca me abstive. Falo dos jogos de tabuleiro.

Nada de War ou Banco Imobiliário. Se você veio aqui procurando algum destes, sinto muito. No cookie for you. Este post é dedicado a jogos importados e de menor conhecimento da massa e que tive o privilégio de apreciar por estes tempos.

Bang

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Acho que Bang é um dos jogos mais conhecidos e acessíveis. O primeiro contato de muita gente com o universo geek dos board games se dá por meio de Pedro Ramirez e companhia. Bang é tão famoso entre minha patota de amigos que já rendeu até post no blog do meu ilustre amigo Bertim.

Bang se passa no velho oeste e você assume, além de um personagem com uma habilidade especial, como dar vários tiros no mesmo turno ou comprar mais cartas, um papel no jogo, que pode ser de Xerife, Ajudante do Xerife, Fora da lei ou Renegado. Cada função traz suas condições específicas de vitória e derrota.

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O jogo é todo baseado em cartas. Estas permitem dar tiros, escapar deles ou algumas funções permanentes como se distanciar dos jogadores, esconder-se atrás de barris ou usar armas para deixar suas balas com alcance maior.

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A dinâmica do jogo é MUITO simples e de fácil entendimento, o que torna a partida muito rápida e divertida.

Há ainda o insano jogo psicológico que toma forma durante a disputa. Somente o papel do Xerife é revelado. Os outros participantes escondem suas identidades até ficarem fortes o suficiente para cumprir sua missão, e cabe ao Xerife decidir quem está mentindo ou falando a verdade.

Resumindo: Bang é viciante.

Shadows over Camelot

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Joguei este pela primeira vez no último sábado e é MUITO divertido. A história se passa na idade média e você assume o papel de um dos cavaleiros da Tabula Redonda ou do próprio Rei Arthur. Cada um possui uma habilidade especial, como executar uma ação a mais por turno, trocar cartas com o oponente ou comprar mais cartas em sua ação boa, que eu explico mais para frente.

Novamente o jogo trata de intrigas e falsidades. Entre um dos cavaleiros há um TRAIDOR, que somente ganha se as campanhas não forem completas ou se Camelot for destruídas pelas catapultas.

O Turno se inicia com uma ação ruim e uma boa. A ação ruim pode ser o desencadeamento de uma magia negra, colocar uma catapulta (quando os doze slots disponíveis forem completos se dá um instant kill) ou a perda de um ponto de vida. Ou seja, você só se lasca.

A ação boa, por sua vez, pode ser a compra de cartas brancas, trabalhar em uma quest ou tentar impedir que as catapultas vençam o jogo.

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As quests, ou campanhas, dão alguns benefícios, como a espada Excalibur ou pontos de vidas aos jogadores, e ajudam a depositar espadas brancas na Tabula, favorecendo os leais a ganharem o jogo. Quando uma aventura destas é perdida, são depositadas espadas negras que ajudam o traidor a vencer a partida.

Parece complicado tentando explicar assim em linhas gerais, mas assim que você vê o tabuleiro e acompanha uma rodada parece mais simples do que andar para frente.

O jogo em si é muito bonito e bem feito. As cores das cartas são bem vivas, utilizar as miniaturas de Sir. Galahad e sua trupe é muito divertido e ver o traidor se passar por bonzinho a partida inteira e ser desmascarado DO NADA é impagável.

Colosseum

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Por fim, o meu preferido.

Parece ter a temática mais homossexual dos três, nada de tiros ou caras com espadas desta vez. Você é um produtor de espetáculos.

Pausa nessa hora. Assimilem a informação.

Continuando. Você é um produtor de espetáculos na Roma Antiga e precisa angariar pessoas para sua arena. Daí o nome Colosseum, sacaram?

O jogo acaba depois da quinta rodada e quem tiver a maior pontuação ganha. Simples.

No entanto, para conseguir o maior score em seu espetáculo, você precisa juntar todas as peças necessárias, que vão de gladiadores e leões a comediantes e monumentos, fazer eventos prévios, para que seu nome já seja conhecido (Algo como: Do Visionário diretor de: Fúria de Netuno), ampliar sua arena para abarcar mais gente e ter sorte nos dados para trazer alguns senadores ou até mesmo o próprio César para seu Coliseu.

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E fazer tudo isso, caros amigos, custa dinheiro e muita lábia. Lábia sim, pois todas as negociações são trocas ou leilões contra os outros jogadores, o que torna tudo extremamente estratégico e desafiante.

Acompanhar todas as compras adversárias e olhar freneticamente a tabela de espetáculos tentando perceber o que os outros vão fazer e tentar impedi-los, atrapalhá-los ou até mesmo fazer ANTES deles é algo perfeito demais.

Colosseum se torna divertido neste ponto, a interação social do game. É IMPOSSÍVEL ter aquele jogo retrancado onde você pensa o que vai fazer e não liga para os outros. É necessária atenção redobrada todos os segundos.

Sei que os jogos de tabuleiro fizeram parte da infância de muita gente, todo mundo tinha aqueles dois ou três títulos da Estrela para jogar nos dias de chuva. E esta é uma parte da vida que não precisa ser esquecida. Os jogos crescem com você, é só saber procurar. Um divertimento saudável e, quando não é você  que compra os jogos sozinho, barato.

Nerd, eu? Foda-se.