Guia de viagem parte 2

Dezembro 30, 2008

Dia 2: Shopping – 26 de dezembro de 2008

 

Pude finalmente sanar uma de minhas dúvidas brasileiras: Saber o que argentinos comem de café da manhã. Ao contrário dos hotéis nordestinos que estou acostumado, não tivemos tapioca ou fubá. Havia bolinhos doces, croissants, café (claro), suco, iogurte, bolo de chocolate, biscoito e torradas.

Logo após o desjejum enfrentamos a maratona de quase 15 quadras até o shopping. Uma das certezas do dia anterior foi confirmada durante a caminhada, argentinos tem cabelos estranhos. Sério, mullets estão na moda e pequenos fiapos ou rabinhos na nuca também.

Algo que me impressionou em Buenos Aires foi a força de trabalho. Ela é composta em s a maioria por jovens. Jovens mesmo. Algo como aqueles “after school Jobs” que vemos nos filmes. Muita gente diferente, com piercings, moicanos, e tranças nos balcões das lojas.

A Av. Rivadavia é repleta de lojas de importados de origem duvidosa. Chineses e Koreanos aos montes. O único problema é que as compras são unicamente em Mayor (atacado). Há muita coisa bonita, lojas de pescas e ferragens e milhões de armas orientais são comuns aqui.

Finalmente chegamos ao Plaza Del Torres, supostamente o maior shopping da cidade. Não achei lá grande coisa. Claro que é bonito, mas é tudo muito caro. Até mesmo a praça de alimentação me desanimou profundamente. Acabei comendo no Mc donnalds. A Loja da Adidas e da Puma são perfeitas, mas repito: caras. Muitas grifes como Armani e Dior se empoleiram nos corredores ao lado de trocentos cafés.

Contrariando o que já achava, argentinos não são educados. Pediram “gentilmente” para abrir minha mochila duas vezes sem motivo algum, logo após ter passado pelas portas sem que nenhum alarme disparasse.

Um fato que muito me chamou atenção foi ter rodado o shopping inteiro sem ver nenhum Xbox 360. Sério, ps3 e wiis aparecem em todos os lugares, mas nada de 360 por aqui.

A tarde foi muito, muito parada. Descansei no hotel da pernada matutina, li um pouco e dormi o necessário. Viajar com a família é exatamente assim: muito dinheiro, mas poucas festas.

Noite calma por aqui. Comi mais uma vez no Mc donnalds perto do hotel. Pretendíamos comer em uma churrascaria na outra esquina, mas só abriria às 8 da noite e a fome era grande. Fiquei cerca de 20 minutos no Messenger da lanchonete, só então percebi o quanto já sinto saudades de casa.

 

 


Diário de viagem, parte 1

Dezembro 28, 2008

Aeroporto e chegada – 25 de dezembro de 2008

As horas em um avião arrastam-se como lesmas. Voar na classe econômica é um desafio a parte. Impossível dormir, impossível ficar confortável.

Na escala em Brasília, quando tivemos que trocar de vôo, passamos por um enorme sufoco para a declaração dos eletrônicos junto à receita federal. Descemos três vezes até a sede da receita, que fica no térreo enquanto nosso portão de embarque estava dois andares acima, em menos de 15 minutos. Literalmente corremos pelo aeroporto saltando malas e quase perdendo sapatos.

A desorganização e a falta de conhecimento dos trâmites legais em Brasília foram exemplares e quase nos fizeram perder o avião. Entramos na última chamada, igualzinho aquelas cenas clichês de filmes americanos adolescentes.

Aterrissei em Buenos Aires às 14 da tarde. Estava cansado e com fome. O aeroporto da capital argentina era bonito, porém menor que o de BSB e bem mais organizado. Logo após uma rápida passada na imigração e na casa de câmbio estava pronto para agüentar cerca de 40 minutos em um táxi ao lado de um motorista louco, que dirigindo a 120km\h tirou as mãos do volante cerca de 5 vezes na via expressa.

Primeiras impressões:

Buenos Aires é uma cidade antiga. Está máxima vai da arquitetura, que predominantemente parece ser do começo do século passado, até a frota de carros, que é infinitamente antiga comparada com a nossa.

Ao contrário do que pensava a Argentina não é gélida e estéril. O clima é bem ameno e faz até um solzinho gostoso. As ruas arborizadas fazem com que não seja abafado e sufocante como o Maranhão.

Todos os fatores já citados fazem desta uma cidade muito romântica. Há casais por toda a parte. Mãos dadas e beijos são facilmente notados. As mulheres de Buenos Aires são lindas. Não daquele jeito gostosona\propaganda de cerveja. A grandessíssima maioria tem aquele tipo de beleza diferente que eu tanto gosto. Se fosse morar aqui ia acabar ficando louco. No entanto, parece que piercing na boca é moda entre estas jovenzinhas bonitas. Ponto negativo para mim, já que detesto essa merda.

Buenos Aires é repleta de cafés. É um hábito deste povo beber café e fumar. Sempre há alguém lendo, escrevendo ou fitando o nada em um dos trocentos cafés espalhados pelas ruas, algo que só havia visto em filmes. O jantar mesmo foi em um deles, aqui perto do hotel. Comi pizza de jamon e Pepsi.

Ao final do jantar paramos em uma heladeria ara tomar um dos melhores sorvetes da minha vida. Logo em seguida voltamos para o hotel e capotei na cama. Eram 20:30 e ainda estava claro.

Posto sem revis


Viagem e fim de ano.

Dezembro 24, 2008

Bom, amigos, este é provavelmente o último post do ano.

Quem acompanha o EntrelinhaZ reparou que o volume de atualizações caiu vertiginosamente. Em minha defesa não foi só falta de estímulo, também houve o fim de período em duas faculdades diferente que quase roubou minha sanidade por completo. Tenho uns 3 ou 4 posts pairando aqui na área de trabalho esperando serem acabados um dia.

Amanhã às 5h estarei viajando rumo à Argentina, onde passarei o Reveillon e dia 1º de janeiro voarei para São Paulo onde ficarei até o dia 10.

Apesar de ter um notebook em mãos não sei como está o preço das redes wi-fi e nem como estará minha criatividade e/ou disposição durante esta aventura. Estou levando, porém, um caderno, onde prometo fazer uma espécie de diário crítico do comportamento dos nossos amigos latinos e dos acontecimentos do sudeste brasileiro. Espero que saia algo interessante.

Boas festas, pessoas e até mais ver.


Resenha: Crepúsculo

Dezembro 22, 2008

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Assisti ontem ao filme mais emo da temporada, o tão esperado, o tão aclamado Crepúsculo.

Amor? Ódio? Leia a seguir.

Crepúsculo, filme baseado no livro homônimo de Stephenie Meyer, conta a história de Isabella Swan, uma menina tímida e com alguns problemas para se socializar que muda para uma cidade do interior devido a incompatibilidades com o novo casamento de sua mãe. Na cidade de Forks, Bella reencontra seu pai, amigos de infância e conhece Edward, um “jovem” vampiro pelo qual se apaixona. Em um novo mundo cheio de acontecimentos inusitados, pessoas estranhas e sentimentos inesperados, a garota se vê no meio de uma disputa entre seres do submundo.

Ao começar pelas atuações: NINGUÉM CONVENCE. Sério, todos os atores são péssimos. Kristen Stewart e Robert Pattinson, que interpretam o casalzinho do longa, são horríveis. Todos os closes, cenas dramáticas e conversas românticas apenas criaram náuseas em meu estômago. A escolha de Pattinson para o papel principal obviamente foi apenas pela beleza do rapaz, já que até um manequim de vitrine teria um desempenho superior ao mostrado no filme. Alguém aqui reparou nas orelhas ANORMALMENTE pequenas dele? Só eu?

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Efeitos especiais: HORRÍVEIS. A movimentação dos vampiros ficou MUITO forçada. As escaladas, a velocidade, os pulos, TUDO, tudo é forçado e artificial. Creio que com a tecnologia de hoje e com a certeza que o filme seria o sucesso adolescente do ano poderiam se dar ao luxo de gastar um pouco mais com a preparação dos dublês e computação gráfica.

A trama: Não li e não pretendo ler o livro. Percebi, porém, que como já de praxe em adaptações, a história pareceu meio “esmagada”. Certos assuntos foram atropelados ou mal contados e meum ver. Talvez tenha sido impressão, mas…

Apesar dos três parágrafos anteriores terem destroçado o filme, não se engane, Crepúsculo não é TÃO ruim. É interessante ver uma família de vampiros tentando se passar por pessoas normais. O único problema é o clima de romance que quiseram forçar a todo o custo na história. O fato de Edward “brilhar” quando exposto ao sol é ridículo, onde já se viu um vampiro brilhar?

Crepúsculo é uma ótima idéia mal aproveitada. Se a obra original tivesse sido escrita por André Vianco e o filme fosse baseado na ação ou suspense que PODERIAM estar presentes seria infinitamente melhor.

Assistira de novo? Nunca. Arrependido? Talvez. Assistirei a continuação? Provavelmente.

(Twilight, 2008)

Direção: Catherine Hardwicke

Duração: 122 minutos.


Resident Evil Degeneration: Back to the Zombies.

Dezembro 16, 2008

Como já explicitei por aqui sou fã fervoroso de zumbis e, obviamente, uma das minhas séries preferidas de videogame de todos os tempos foi Resident Evil, em especial o volume 4 que joguei no PS2 há algum tempo.

Infelizmente todos os filmes da trilogia com Mila Jovovich e companhia eram capazes de broxar, não só os verdadeiros fãs do game, mas qualquer cidadão randômico que estivesse assistindo o longa. Sonhava com o dia que pudesse ver o T-Virus sendo representado fielmente no cinema. Este desejo, porém, parecia cada vez mais distante quando lembrava que os efeitos especiais, máscaras de látex e atuações pífias só iam produzir mais um filme medíocre que me deixaria com 37 pés atrás antes de entrar na sala de exibição. Quando soube que estavam produzindo um filme de Resident Evil completamente ANIMADO e com CGS ao nível das exibidas no Resident 4 eu quase entro em choque. Bom demais para ser verdade.

Resident Evil: Degeneration toma lugar logo após a destruição de Racoon City na vã tentativa de eliminar a infecção, já que algumas amostras do vírus ainda estão sendo vendidas no mercado negro para organizações terroristas ou ditadores enlouquecidos. Há ainda um embate entre uma empresa farmacêutica e uma ONG, a Terra Save, que tenta atribuir o vírus e os males acontecidos à WilPharma. Em meio a um mar de desconfiança e zumbis, cabe a Leon S. Kennedy e Claire Redfield, astros de Resident Evil 2, amarrar algumas pontas soltas e descobrir toda a verdade por trás da infecção que agora ameaça o mundo inteiro.

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As animações, como já dito anteriormente, são lindas e chegam ao nível das CGS de consoles de última geração. Todos os personagens são bem expressivos, sendo possível até mesmo se emocionar com a atuação de alguns deles, como a novata Angela, que faz parte de uma polícia de elite. Porém, nem tudo são flores. A movimentação e o design corporal dos “atores”, principalmente dos coadjuvantes, não têm toda a fluidez esperada, em algumas das cenas parece ser meio mecânica ou artificial. Nada, no entanto, que prejudique o brilho desta obra.

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As texturas são uma obra de arte a parte, em algumas das cenas de close é possível ver os POROS dos personagens. Lindo mesmo.

O enredo também merece uma estrela de ouro. Além do drama, as cenas de ação são algumas das mais bem feitas que já vistas. Leon luta de uma forma que JAMAIS conseguiria ser reproduzida em Live Action.

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Resident Evil: Degeneration é soberbo. Aqueles que não são familiarizados com a história da franquia de games vão se achar um pouco perdidos, mas a qualidade gráfica excelente durante as 1h36min surpreende tanto que agrada a qualquer um. O filme é lindo em trinta sentidos diferentes, nos chutes, nas cenas em slow motion, em um fogo digital extremamente bem feito, e merece ser visto quantas vezes for possível.

Eu já vi três.


Sobre a falta de atualização e comentários idiotas.

Dezembro 5, 2008

Galera, sei que o blog já devia ter sido atualizado, o post sobre jogos de tabuleiro parte 2 está quase pronto, mas só vou publicar após o final de semana, onde terei mais tardes de jogatina e por consequência ainda mais o que falar.

Essa semana tive sérios atritos com alguns desocupados que ficam reclamando do jeito que eu escrevo, como eu escrevo e sobre o que eu escrevo.

Amigos, isto é um blog PESSOAL. O que vale aqui é a MINHA vontade, e não a de vocês. Não gostaram? Querem que eu mude o foco dos posts ou o jeito que escrevo? Fodam-se com força e digitem um outro endereço no navegador.

Críticas construtivas sempre serão aceitas, mas comentários sem nexo ou com injúrias contra minha pessoa serão deletados sem pena.

Até breve.