Selo 100% Intradutível.

Fevereiro 20, 2009

É com grande prazer que comunico mais um selo recebido pelo EntrelinhaZ.

meme intradutivl  Bonequinha de Luxo

Um grande obrigado aos amigos do Legauss, fico verdadeiramente honrado com a indicação. Faço dois cursos com o objetivo de escrever melhor e é ótimo saber que tem alguém gostando do meu trabalho.

Os indicados:

Amigo Frango do Galinhas Hipócritas

Devaneio Concentrado

Situações Inusitadas (procura atualizar, sacana)

Coeli

Seco/Sarcástico Simpático


Comentários Comentados – 2

Fevereiro 19, 2009

Teenagers em fúria parte 2?

Gurias idiotas sem argumentos, a revolta?

Leia a seguir.

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O esquema continua o mesmo. Os comentários em negrito serão dos visitantes em resposta à meu texto sobre crepúsculo e os em fonte normal logo abaixo serão meus. Divirtam-se.

“dfhjisdhfshdfjashdjfhjdfhsjdfhgshdhfgshdfghdgfhgdfhgdhfgdhfgsdsgkafhjjsdhfjshdjfhsdjhfjashdfjhdsjahfdhjkhdsjhfjhd. Eu não te chingaria por que não quero me rebaixar… Não sou emo mas vc acabou com o meu dia…”

Pelo meio quilo de risadas ininteligíveis dá para ver que não vem algo muito bom pela frente. Mas uma vez chegamos ao ponto comum de que meu blog realmente tem o poder de deixar as pessoas infelizes. Muito em breve devo me aproveitar desta habilidade com mais eficiência. Guardem bem a parte que ela diz que não me vai “CHingar” .

“Como alguém pode falar tão mal do Rob e da Kristen, e dizer que eles são atores horriveis. Olha queridinha vc não assisti muitos filmes, se assistisse veria o Robert Pattinson como Cedric Diggory em Harry Potter, sem dúvida um ótimo papel. E a Kristen, nem se fala, ela fez o quarto do pânico com apenas 12 anos, trabalhou muito bem no filme, já fez Zathura e milhares de filmes ótimos. Robert Pattinson agora fará um filme muito importante na história ele fará Salvador Dalí em “Little Ashes”, Salvador é um pintor era um ótimo pintor. Só um ótimo ator pode fazer um papel como este.”

Falo mal dele assim ó: EU NÃO GOSTO DESSES DOIS CARAS DE PAREDE E PONTO FINAL, INFERNO! No dia que vocês finalmente observarem um bom ator como: Samuel L. Jackson, Edwart Norton ou Scarlet Johanson em um momento de glória interpretativa entenderão do que falo. Ou então quando saírem da puberdade e seus hormônios pararem de influir em sua racionalidade, vai saber. E a propósito, eu assisti Pattinson em Harry Potter. Não foi aquele papel que ele entrou mudo, saiu calado e morreu no final? Perfeito.

A atuação de Kristen em O quarto do pânico foi deveras superior aquele fiasco de Crepúsculo, mas quantos Oscars ou Palmas de Ouro ela ganhou por seus MILHARES de filmes mesmo?

“Depois de Crepúsculo os dois receberam ligações para serem convidados para fazer outros filmes,”

Escuta telefônica dettected.

“Odiei essa coisa de vc ficar reclamando do filme, além do mais tem outra coisinha que queria falar. Vc já leu o LIVRO, não… Por que se vc não leio esta sendo uma idiota, só as pessoas que leem o livro entendem o que quer dizer como ( Harry Potter, Eragon, as crônicas de nárnia e outros.) Se ainda não leo, cometeu um grande erro falando mal de pessoas que tem capacidade sem vc ter nenhum conhecimento do que isso quer dizer…”


Não gostou, meu bem? Problema seu. Se você tivesse realmente prestado atenção a meu texto saberia que eu NÃO li e NÃO quero ler o livro. Por isso mesmo fiz uma resenha (um resumo CRÍTICO, caso você não saiba) do FILME. Isto mesmo, do filme. Analisei os fatos mostrados no FILME. Mas me diz então, cara, o que é capacidade? Já que você parece ser tão inteligente e culta com seus ótimos romances como: Harry Potter e Eragon.

“Ahhh mais 3 coisas. Primeira vc acabou de ensutar o cara mais gato do mundo”

Eu não “ensultei” ninguém. Somente reclamei de sua parca capacidade interpretativa e de suas orelhas que, EM MEU VER, são anormalmente pequenas.

“segunda se liga vc não tem nenhuma capacidade para criticar as pessoas, sendo que vc é uma delas.”

WTF? Todo o trabalho dos críticos é feito por alienígenas ou robôs? Dispensa argumentação.

“E terceira, vc tem muita inveja de quem é famoso… Talvez seja porque vc não é.

S-E L-I-G-A S-U-A I-D-I-O-T-A!!!!”

Inveja do cara que fez Crepúsculo? Difícil. Alguém se lembra da parte que ela disse que não ia “CHingar”? Pois é.

“ahhh e mais uma coisinha… Nada é forçado e nada é tão fácil quanto vc imagina ser para criar um filme.”

Por que diabos todos usam tentam usar esse argumento? Quando eu disse que era fácil fazer um filme? E mesmo que fosse, não sou obrigado a engolir qualquer merda com atuações ridículas e efeitos de terceira porque simplesmente é “muito difícil fazer um filme”.

“se lesce o livro veria que Edward brilha pq ele é um vampiro reluzente… é muito melhor do qu se queimar á luz do sol, isso de se queimar é uma idiotice… Mil vezes brilhar.”

Então Bram Stoker, o “inventor” dos vampiros, o diretor John Carpenter, Anne Rice e até mesmo o nacional André Vianco, nomes conhecidíssimos nesse cenário fantástico, que escrevem sobre vampiros há SÉCULOS são realmente idiotas? Stephenie Meyer, você e suas acolitas da discórdia ainda não me convenceram.

Alguém reparou que eu nem falei do “lesce”?

“Crepúsculo? Uma idéia mal aproveitada? Aonde esta com a cabeça… Isso é tão isuportavél de ler que fui vomitar neste no mesmo intante que li. André Vianco, ele é o pior escritor do século, e onde já se viu um filme romantico de ação ou suspence?”

Sinceramente eu achei uma idéia mal aproveitada. Digo e repito: É minha opinião. Você não gosta de Vianco ou GOSTOU de Crepúsculo? Por que não vai defendê-los em seu próprio blog?

“IDIOTISSE MAIS UMA VEZ. Acho que nunca deveria assistir um filme sem ler o livro… é lá que tudo é contado, e é lá que vc aprenderia a não criticar as pessoas nem o trabalho delas! Isso é ridiculo… Sinceramente… Me decepcionei com isso!”

Creio que quando uma obra literária é adaptada para o cinema o objetivo principal é alcançar o grande público que, geralmente, não tem grande interesse ou tempo em ler o original. Foi assim com Wanted, Do inferno, Sin City, 300 e tantos outros que você provavelmente já assistiu com suas amiguinhas de 14 anos sem ao menos saber que eram baseados em Graphic Novels.

“GENTE LEIAM O FILME E ASSISTAM O LIVRO NÃO LIGUEM PRA O QUE ESSE FILHO DA MÃE DIZ…”

Citando Allan nos comentários: Depois dessa é difícil argumentar.

“TODOS GOSTARAM DO FILME E A MAIORIA DAS PESSOAS QUE EU CONHEÇO AMOU A HISTÓRIA, NÃO É UM FILME DE SUSPENCE… É UM FILME DE ROMANCE…”

Novamente a história do círculo social formado por garotas do ensino fundamental.

E todo mundo sabe que não é um filme de “suspence”.

“ALÉM DO MAIS QUEM É ESSE GAROTO PARA CRITICAR UM TRABALHO TÃO DIFICIL COMO O DIRETOR DE UM FILME… É MUITO, MUITO DIFICIL…”

Sou alguém que não se deixa ser empurrado de tal forma pela mídia ou absorve conteúdo inútil como uma esponja imersa na banheira. Ninguém é obrigado a aceitar um trabalho mal feito só porque foi difícil de ser feito.

“SIMPLISMENTE EU AMO O FILME… AMO TODOS OS ATORES PRINCIPALMENTE O ROB E ADORARIA QUE VC FOSSE PROCESSADO POR TER COLOCADO ESSE COMENTARIO MEDIUDRE AQUI!!!
¨¨ VAZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA MANÉ!!!!!!!!!!!!”

Você gosta do filme, dos atores, do livro, da merda que eles cagam? Parabéns, seja feliz e não venha aqui encher o saco de pessoas com uma opinião diferente da sua e no dia que alguém for processado por NÃO GOSTAR de algo e expressar sua opinião estaremos de volta à ditadura.

Mais uma vez: O EntrelinhaZ é meu e escrevo o que bem entender. Quando você expõe seu trabalho na mídia está sujeito a desaprovações e opiniões contrárias. Assim foi com Crepúsculo e assim é com meu blog. Tudo que espero é uma argumentação saudável e bem escrita, exatamente contrário do que há por aqui.

Para finalizar olhem o texto de abertura do blog da menina.

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Clique na imagem para conhecer um lugar muito, muito rosa.

Boa sorte com seu site site site site…

BAN!


Sim Senhor – Resenha

Fevereiro 18, 2009

Acho que além de Jean Claude Van Damme com os filmes de ação, nenhum ator marcou mais a infância das crianças na saudosa década de 90 como Jim Carrey. Filmes como Ace ventura 1 e 2, O mentiroso e até mesmo aquele longa horrível do Batmam no qual ele interpretava o Charada ainda são lembrados com alegrias por nós, agora marmanjos nerds.

Como bom fã e com tais pensamentos em mente dirigi-me sem um pingo de medo ao único cinema desta capital nojenta para assistir a última empreitada de Carrey: Sim Senhor.

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Sim senhor conta a história de Carl, um funcionário de banco infeliz, divorciado, solitário e avesso a contatos sociais que passa todo seu tempo livre assistindo DVD’S e lamentando-se sobre tudo. Certo dia, convencido por um amigo de atitudes inusitadas, vai à uma palestra motivacional que o incentiva a fazer um pacto e dizer sim para todas as oportunidades que surgem à sua vista. O problema e as confusões surgem quando o personagem de Carrey leva essa filosofia ao pé da letra.

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Toda a trama é contada com uma fluidez sucinta e suave. Não tem ganchos, falhas perceptivas ou torna-se maçante em momento algum. Jim Carrey é perfeito para o papel. Seu jeito atrapalhado e extrovertido, aquele que na maioria das vezes parece não saber o que está fazendo ao se meter nas mais diversas situações, é toda a essência de Carl. Sua parceira de cena, Zooey Deschanel (podem clicar no link, ao contrário do que certas pessoas dizem, ela NÃO É a Katy Perry), como Allison, continua inexpressiva, mas seu jeito meigo e olhos claros a tornam uma figura meiga e essencial na tela. A cena do celeiro serve para demonstrar exatamente o que falo.

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Ao contrário da maioria das comédias que você se desliga do mundo e apenas curte um momento agradável, Sim senhor é diferente, tem conteúdo. Não foram raras as vezes que me peguei sentado no escuro do cinema pensando sobre minha vida pessoal ou todas as oportunidades que desperdicei por ser esse ser humano fechado e intransigente. Deveras interessante.

Após toda essa viagem introspectiva, Sim senhor realmente convence. É o tipo de filme que você vê uma, duas, três vezes e não se torna cansativo, ascendendo, desta forma, como “O mentiroso” da nova geração, onde além de caras, bocas e muita comédia, enraíza pensamentos sobre o modo de viver nossas vidas.

Recomendado.


Prince of Persia – REVIEW

Fevereiro 15, 2009

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Acompanhei o hype do novo Prince of Persia, ou PoP deste ponto em diante, desde seu início. Cada imagem ou vídeo liberado pela produtora, Ubisoft, era motivo de felicidade e comemoração. Antes mesmo de ver bem de perto tinha certeza que o jogo possuiria uma revolução gráfica semelhante a que Okami fez no PS2. Nos primeiros instantes de gameplay houve um sentimento de decepção tão grande que o único fator que me impeliu a continuar caminhando por aquelas lindas planícies foi a intenção de escrever esta resenha. Admito logo, que estava errado. O jogo é lindo, e, apesar de suas falhas, merece ser jogado.

A trama, apesar de não ser muito original, cabe muito bem ao ambiente proposto por PoP. O deus ancestral Ahriman é libertado de sua prisão pelo rei que, seduzido pelo poder fácil das forças malignas, alastra a contaminação do mal por todo o mundo, e cabe ao Prince, que estava apenas no lugar errado e na hora errada, e a princesa de verdade, Elika, restaurar certos pontos estratégicos, os Fertile Grounds, com objetivo de minar as forças de Ahriman.

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Cada lugar recuperado rende à dupla pequenas orbes de luz que devem ser coletadas para aprimorar os movimentos especiais no Templo. As magias permitem a ativação de certas placas coloridas nas paredes, possibilitando novas habilidades, como impulsos gigantes de uma placa a outra e correr na vertical usando o cenário de forma quase esférica.

Graficamente o jogo é perfeito. Todas as imagens são em Cell shading dando um aspecto de desenho animado, o que condiz perfeitamente com o universo fantástico proposto no game. PoP tem em seus gráficos o maior trunfo. Todo o cenário é feito de forma a exacerbar ainda mais essas qualidades. Nas escaladas a luz do sol e o contraste com as sombras parecem uma pintura. Até mesmo nas batalhas o brilho dos ataques é algo que impressiona.

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A jogabilidade é fácil e intuitiva. Cada botão faz uma coisa distinta como: ativar o auxílio de Elika, agarrar ou soltar certos lugares. Nos combates também é tudo muito simples. O X é ataque com a espada, Y utiliza as magias de Elika, A ativa o ataque acrobático e B a garra. Combinações de botões também geram ataques combinados. Simples.

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No decorrer do game, porém, certas falhas são vistas nos controles. Ao rodar uma alavanca ou ativar uma placa um pequeno atraso é gerado, fazendo que o comando tenha que ser ativado mais de uma vez. No entanto não é algo tão grande a ponto de prejudicar a diversão.

A dificuldade do game chega a ser um ponto negativo, tudo é fácil demais. Ao realizar as manobras acrobáticas, cada vez que você erra ou cai é salvo por Elika. Isso pode acontecer infinitas vezes criando até certa despreocupação com o que você está fazendo. Nas lutas é geralmente a mesma coisa. Toda vez que é encurralado ou está para morrer aparecerá um comando na tela. Se você conseguir executá-lo (o que geralmente acontece) o Prince escapa do inimigo e continua a batalhar normalmente, caso contrário Elika mais uma vez interfere na peleja e o inimigo ganha um pouco de vida.

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Esse quesito do game foi o que causou mais desânimo. Os combates estão parados e sem velocidade. O Prince se mexe muito devagar e os inimigos, nas raríssimas ocasiões nas quais são em grande número, atacam apenas um por vez, diferente do Two Trhones, último jogo da franquia para o PS2. Há também uma enorme repetição nos chefões do game. Ao todo são quatro que se repetem infinitamente até que o jogador alcance o local definitivo de sua morte. Desanima.

Como disse anteriormente, devido há esses enormes pontos fracos quase paro no decorrer do jogo. Percebo, hoje, que PoP é uma obra de arte, não um game de ação. A Ubisoft esforçou-se tanto na realidade dos movimentos, nos gráficos e na criação deste imenso, lindo e complexo mundo que ao passar das horas você realmente para de se importar se Elika o salva sempre que um movimento sai errado ou se as batalhas não são tudo que poderiam ser. Não é uma das tarefas mais fáceis abrir a cabeça para esse estilo mais artístico de jogar, principalmente pra quem acabou de sair de um Devil May Cry 4, onde o foco principal era a ação, mas vale realmente a pena. Prince of Persia, não importa o que digam, é e continuará sendo lindo.

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Heroes Chapter 4: Fugitives. Primeiras impressões.

Fevereiro 11, 2009

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Há pouco mais de duas semanas, no dia 2 de fevereiro, a série americana Heroes voltou do hiato em sua terceira temporada. Após o fracasso completo do segundo volume da série, com a greve dos roteiristas interrompendo prematuramente o fluxo de episódios, e do terceiro volume, Villains, decepcionando a grande maioria dos fãs com um excesso de remendos para os erros anteriores, Fugitives estreou sem muitas expectativas.

Muitos daqueles que iniciaram as primeiras temporadas com uma empolgação juvenil desistiram da série e se dedicaram a tramas mais lineares como The Mentalist, Dexter ou Lost, que não possuem tanta inconstância, ao contrário de Heroes. Com esse fato em mente, Tim Kring, criador da série, recontratou Bryan Fuller, um dos roteiristas originais da primeira temporada e que atualmente trabalhava em sua própria série, a recém cancelada, e ótima, Pushing Daisies, que promete retornar o foco da história para o drama ao invés da ficção científica, como havia acontecido.

Após assistir os dois primeiros episódios, percebe-se um plano realmente diferenciado do anterior, assemelhando-se de fato àqueles mostrados no começo da série.

A partir desse ponto o texto pode conter alguns spoilers. Para continuar é só clicar aí embaixo.

Leia o resto deste post »


Desenhos na vida adulta

Fevereiro 9, 2009

Acho que toda criança que nasceu nos anos 80 ou à frente teve sua infância repleta de desenhos animados. Antes mesmo da era de ouro da TV Manchete, quando os animes invadiram as terras tupiniquins, Pernalonga, Tom & Jerry, Super Mouse, Jonny Quest e aquela antiguíssima liga da justiça já divertiam a galerinha jovem que usava calçãozinhos e sandálias Ryder.

No entanto, nem todos abandonam os cartoons ao atingir a adolescência ou idade adulta, como eu. Sempre surgem novas opções a cada dia explorando esse nicho tão concorrido dos desenhos animados para adultos. Os temas, assim como a faixa etária dos espectadores, evoluíram e hoje alguns dos roteiristas mais bem pagos da televisão trabalham neste ramo.

Foi com esse pensamento em mente que surgiu a idéia para este post, onde falarei um pouco sobre os 3 melhores desenhos animados para adultos em minha humilde opinião. A ordem apresentada, não é de maneira alguma importante ou qualificativa. Foi apenas um acaso do destino.

1: Os Simpsons

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Histórico: Criado em 1987 por Matt Groening, Os Simpsons se iniciou como uma série de curtas para um programa de comédias americano. A reação dos telespectadores foi tão positiva que Homer e sua família acabaram migrando para um show próprio logo em seguida. Atualmente está na 20ª temporada, o que faz a série ser a mais antiga em exibição nos Estados Unidos. Já recebeu inúmeros prêmios Emmy, Annie e até uma estrela na calçada da fama. Em 1998 a revista Time a elegeu como a melhor série televisa deste século.

Motivo do sucesso: Os Simpsons foi o primeiro desenho animado a demonstrar com sucesso o americano médio: Gordo, burro, atrapalhado e crianças levadas ou mal aproveitadas vivendo em uma sociedade formada de indivíduos semelhantes, ao invés de super heróis, como era de costume. As situações hilárias e inverossímeis mostradas no decorrer do desenho onde Homer sempre acaba caindo de um barranco, bêbado ou em algum outro desses mil acontecimentos que são praxe na vida real.

Os Simpsons, por ser muito antigo e mais ameno que os outros desenhos mostrados aqui, geralmente se torna o primeiro contato das pessoas com os cartoons adultos, logo na saída da infância para a adolescência. Homer e sua família são difundidos atualmente em trocentos canais diferentes, inclusive na Globo, obviamente editado para ficar AINDA mais leve. Em minha curta passagem pela Argentina, pude notar que o desenho também é febre por lá. Várias camisas de Buenos Aires tinham Homer como ilustração principal e o programa era exibido diariamente em uns dois canais locais, se não me engano.

Série irmã: Futurama.

2: Family Guy

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Histórico: Family Guy teve sem início em 1999 após outro programa de seu criador, Seth MacFarlane, ter atraído a atenção de executivos do canal americano Fox durante um comercial do Super Bowl. Após duas temporadas a série teve um cancelamento prematuro, mas após muitos pedidos de fãs e um aumento nas vendas de DVD, Famiy Guy voltou a ser exibido e atualmente está na sua 7ª temporada. O programa já ganhou prêmios por seus dubladores e roteiristas, além de três Annies e um Golden Reel Award.

Motivo do Sucesso: Assim como Os Simpsons, Family Guy retrata o americano médio em seu cotidiano e além. Sua história, apesar de obviamente baseada na família de Homer, é muito mais pesada e COMPLETAMENTE sem pudores. Personagens gays, brigas, bebedeiras, assassinatos e situações embaraçosas maculando a imagem de figuras públicas como governantes e atores são mostrados completamente sem censura.

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Já falei de meu apreço por Family Guy. É impossível não gostar da série já que o completo descaso de Peter Griffin com sua família, amigos, o abuso de álcool, drogas e temas sexuais aproximam o conteúdo do desenho ainda mais da vida real. Em uma questão de evolução natural, geralmente, os fãs de “Os Simpsons” migram para Family Guy quando conhecem melhor as peripécias e humor extravagante dos Griffins.

Série Irmã: American Dad

3: South Park

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Histórico: No ano de 1992, dois estudantes de cinema da Universidade do Colorado criaram um curta de animação chamado “Jesus contra Frosty” que apresentava em sua essência os mesmos valores que futuramente iriam formar South Park. Alguns executivos da Fox viram o curta e contrataram a dupla, Trey Parker e Matt Stone, para desenvolver um cartão de natal animado no mesmo estilo. O vídeo se espalhou rapidamente, tanto em cópias físicas quanto pela Internet. A produção desse curta levou ao planejamento da série que estreou em 1997.

Motivo do Sucesso: O principal motivo de sucesso de South Park é seu excesso de humor negro. Diferente de todas as séries anteriores, que tentam mostrar o cotidiano das famílias americanas, desta vez o foco principal são crianças apontadas de um jeito onde o “politicamente incorreto” é pouco para dizer tudo que acontece no programa. Garotos que explodem e são comidos por ratos, lutas de boxe entre Jesus e Satan e Aids são temas corriqueiramente discutidos e ridicularizados no desenho.

South Park tem em seu maior pecado sua maior vantagem. A animação altamente tosca e mal feita do cartoon faz com que seja meio cansativo assisti-lo em demasia, mas de certa forma é impossível imaginá-lo de um modo diferente. Outro ponto muito interessante do desenho é o acompanhamento do hypes midiáticos por Cartman e companhia. Lembro saudosamente quando o gordo boca-suja viajou no tempo para recuperar o Nintendo Wii perdido.

Série Irmã: Não tem.


Comentários Comentados

Fevereiro 6, 2009

O começo de tudo:

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A continuação:

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Comentários: Os comentários em negrito e repletos de erros de português foram feitos em resposta à minha resenha do filme Crepúsculo. Os meus estarão em fonte normal logo abaixo.

“EI!
o livro é perfeito e o filme so é um pouquinho menos perfeito!e a Krist e o Rob ficaram um TUDO no papel de Bella e Edward!vc n tem oq fazer msmo,hein?!”

Até tenho, cara. Faço duas faculdades e tenho uma vida social um tanto quanto ativa. Atualizo o blog porque gosto. Acho que a maior prova do excesso de tempo é discutir sobre a opinião pessoal de outras pessoas.

“vai criticar esse site de merda que tu tem!é o melhor que tu faz,pq ele so serve pra acabar com a felicidade das pessoa que pagaram duro pra tentar fazer o máximo pra vcs gostarem do filme!vcs que n vao assistir o filme por causa desse jumento tao perdendo a melhor oportunidade das suas vidas!eu e minha cidade inteira recomendam q vcs saiam dessa ‘comunidade’ de idiotas!”

Meu blog tem realmente esse poder? Consigo acabar com a felicidade das pessoas com as palavras que digito? Olha, que legal!

Queridinha, não sei se você sabe, mas assim que uma pessoa expõe seu trabalho, ele está apto a receber críticas, sejam estas positivas ou negativas. Duvido muito que toda a equipe de produção do filme se importou com meus comentários da mesma forma que você.

Também duvido muito que TODA SUA CIDADE recomende nossa saída dessa comunidade de idiotas. Só não entendi que comunidade era essa, mas tudo bem.

“vc q disse q nunca ouviu alguem falar bem do filme?!ta erradissimo pq a unica vez q eu li um absurdo desses foi nesse site de merda q infelismente existe,eu nao conheço ninguem que falou mal do filme!se nao gostou,fica calado!eu queria que vc visse o trabalho q é pros diretores de deixar o filme bom!”

Sério? Todas as pessoas gostaram do filme? Seu círculo de amizades é tão pequeno assim? Procure ler aqui, aqui e aqui para mais conceitos parecidos com os meus. E, novamente, sabe aquela história de opinião pessoal? Pois é.

“espero q isso seja so mais uma ‘resena’ msmo,pq vc conseguiu,ta muito engraçado!hahaha!to morrendo de rir!vai cata coquinho,tomar uma coca-cola!vai faze algo que preste,ainda da tempo!”

Posso te garantir que isto não é uma “resena”.

“oks, tenho qe confessar qe o filme não shega aos pés do livro, mas isso não torna o filme ruim”

Acho que o filme não “shega” a lugar algum.

“oks, vs tem a sua opinião, mas não precisa shamar atenção . se o filme fosse msm tão ruim como vs dis, não haveria continuação, e mais, não teria rendido tanto dinheiro”

O público alvo do filme, garotinhas novinhas e sem conhecimento real do que é um bom cinema, paga muito por qualquer besteira, vide Hanna Montana, High School Musical ou qualquer outra Teen Star randômica que a mídia tende a empurrar goelas abaixo. No futuro acho que você entenderá do que estou falando. As continuações são, obviamente, recorrentes deste ramo de entretenimento vazio que acabei de explicar.

“asho qe Robert e Kristen foram FEITOS pro papel, e vs ér muito esperto ao dzr qe eles são horríveis neah ? ja qe VS atua tãao bem .”

Eles são horríveis e eu continuarei afirmando isso enquanto achar ser verdade. Realmente não atuo bem, por isso preocupo-me em fazer outras coisas, já que teria um resultado semelhante ao deles. Não é devido à minha inabilidade interpretativa que tenho que aceitar todas as atuações que aparecem na tela. Quem sabe após assistir Al Pacino, Robert De Niro ou, para não ficar só no cinema internacional, Fernanda Montenegro, você aprenda que eles realmente pareciam pedaços de parede.

“antes de flr qqr MERDA como vs fes aqi, porq vs não pensa antes ? , fala em vos alta, pra vs ver qnta merda ér, ou será qe vs tem um rombo no ouvido ? porq só assim pra não gostar .
oks, vs deu a sua opinião e eu a minha.
agr FODA-SE (:”

Mocinha, eu procuro pensar muito antes de escrever meus textos. Inclusive faço revisão deles, coisa que vocês duas obviamente não sabem o que é. Respeitaria de verdade sua opinião se ela fosse bem embasada ou, quem sabe, bem escrita e sem xingamentos. Não vou à sua casa falar mal do que você faz sem me expressar corretamente ou vomitando palavras de baixo calão sobre sua pessoa. Na minha, porém, é diferente. Fodam-se com força. Não preciso, mais uma vez, gritar por aqui que este é um blog PESSOAL e todos os textos de minha autoria expressam o que penso ou sinto. Se os leitores gostam ou não é problema deles.

Acho que duas pessoas levarão BAN dos comentários hoje.


Devil May Cry 4 – REVIEW

Fevereiro 4, 2009

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Eu sei que Devil May Cry 4 não é um game muito novo, mas além de só ter tido oportunidade de jogá-lo agora, acho que minhas opiniões ainda podem ser relevantes para aqueles que pensam em comprar ou gastar algumas horas de jogo com essa aventura da Capcom.

Devil May Cry 4 (DMC4 daqui para frente) foi lançado em fevereiro de 2008 para PS3, XBOX 360 e PC e é, obviamente, o 4º jogo da franquia de sucesso que teve suas origens no PS2, e o primeiro na nova geração de consoles. DMC4, ao contrário de seus irmãos mais velhos, não traz Dante como protagonista, e sim um personagem completamente novo, Nero, e com ele, habilidades diferentes daquelas que estávamos acostumados. A história, apesar de simples, não é um dos pontos fracos do jogo. Nero trabalha para uma “Igreja” que idolatra o Cavaleiro Negro: Sparda, pai de Dante para quem não sabe, que na antiguidade livrou o mundo do demônio Mundus. Sua função é uma mistura de soldado e capitão do mato, caçando demônios renegados e protegendo o castelo da seita de invasores. O enredo começa a se desenvolver quando Dante invade a Igreja assassinando grande parte do clero, incluindo o Papa, e começa a ser caçado por Nero, que eventualmente descobre estar imerso em uma trama repleta de mistério e traições.

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Graficamente o jogo é muito bonito. Apesar de não ter o nível de lançamentos mais recentes como Gears of War 2 e Resident Evil 5, a evolução das imagens em comparação com o terceiro game da série é ABSURDA. Desde o cenário, passando pela movimentação e os efeitos criados pelos poderes durante as batalhas, tudo é lindo. Notar a poeira levantada pelo inimigo final durante os ataques e o brilhar da luz solar ao fundo foi um momento quase mágico que acabou acarretando em alguns golpes bem sucedidos de meu adversário. Sério, juro que parei de esquivar e fiquei só olhando para a cena, lembrei-me da batalha contra o colosso no começo de God of War 2, foi algo semelhante, porém em um nível muito superior. A jogabilidade, também, não fica para trás. Os controles são semelhantes aos do PS2 e a partir de uma ou duas fases tornam-se bem intuitivos.

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Algo que me irritou muito durante DMC3 foi o nível EXCESSIVO de dificuldade encontrado durante as missões. Em DMC4 isso parece ter sido resolvido. O nível normal não é insano como anteriormente, o que não quer dizer que seja muito fácil. É apenas normal. O suficiente para uma diversão equilibrada sem ter vontade de jogar o controle contra a parede mais próxima devido à raiva dos chefões do jogo. Acho que tal efeito se deve principalmente à uma das inovações do game, o Devil Bringer.

Devil Bringer é literalmente o braço direito de Nero. Um braço de demônio que pode agarrar inimigos a distância, segurá-los, esmagá-los contra o chão e faz parte da maior parte dos combos do jogo, tornando dessa forma, o principal atrativo do game, o sistema de batalha, ainda mais divertido e alucinado. Além da já citada principal arma do protagonista, A espada de Nero, Red Queen, traz um sistema de injeção similar ao acelerador de uma moto, possibilitando seqüências repletas de fogo e velocidade em seus adversários.

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Para alegrar os fãs mais saudosos, a Capcom ainda traz outra surpresa. A partir da metade do jogo, quando Nero é capturado, assumimos o papel de Dante, com todos os movimentos e estilos já conhecidos das histórias mais antigas. É realmente um choque quando perdemos o poderoso Devil Bringer e temos que aprender a lidar novamente com outro personagem, mas as novas armas e habilidades do Son of Sparda tornam a experiência tão agradável, que no momento que controlamos Nero novamente instantaneamente já sentimos saudade de Dante e sua lâmina.

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Infelizmente, nem tudo são flores em DMC4. Apesar de todos os ótimos atrativos já citados, melhorias poderiam ter sido feitas no jogo. Os cenários oferecem poucas opções para exploração, além das Secret Missions não há nada mais a fazer. A história segue linearmente e sem mistérios. É certo que até mesmo franquias de grande prestígio atual como Gears of War utilizam essa mesma forma de desenvolvimento, mas seria MUITO interessante ter um pouco mais de liberdade no cenário. Este já citado fator acarreta inevitavelmente em uma curta duração para o jogo. Apesar de não ser um jogador muito experiente, terminei tudo em pouco mais de 10 horas, o que é um tempo extremamente curto para um jogo tão bom como DMC4.

Outro ponto que tira um pouco do brilho desta obra é a repetição nos combates com os chefes. No total são 5 principais e enfrentamos TODOS mais de uma vez. Claro que tem tudo a ver com a história do jogo, mas chega uma hora que cansa. Um pouquinho de inovação, principalmente na penúltima fase, não mataria ninguém.

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Há muito tempo não gostava tanto de um título quanto gostei de Devil May Cry 4. A última vez que realmente lembro de ter sentido tanta empolgação foi em meu finado PS2 com Resident Evil 4, quando acordava de madrugada com vontade de jogar. Apesar das falhas e da curta duração, DMC4 acarreta consigo uma ENORME, eu digo ENORME carga de diversão. Derrotar os inúmeros inimigos fazendo cada vez mais Stylish Points , e usando de todas as variações possíveis (armas de fogo, braços demoníacos, espadas flamejantes) invariavelmente arranca um sorriso de todos os fanáticos por jogos de ação, como eu.

Como sempre, no final, deixaram um gancho para uma próxima aventura. E eu mal posso esperar.


Três anos das manifestaçõe Muçulmanas

Fevereiro 2, 2009

Para quem não se lembra, há exatamente 3 anos, no dia 2 de fevereiro de 2006, iniciavam-se os distúrbios em retaliação à publicação de caricaturas do “profeta” Maomé em jornais europeus. O caso que fez a tênue linha entre a tragédia e a comédia se tornar invisível sensibilizou o mundo inteiro e dividiu a população em dois grandes grupos de opinião, aqueles que prezam pela liberdade de imprensa e expressão, e aqueles que defendem crenças religiosas por mais incoerentes que estas sejam.

O que muita gente não sabe, é que toda inquietação foi provocada por um pequeno grupo de muçulmanos que haviam recebido guarida na Dinamarca. O tal grupo espalhou dossiês contando informações falsas sobre maus tratos sofridos pelos imigrantes e, além das caricaturas do jornal europeu, algumas outras de origem duvidosa e obviamente ofensivas.

maome

Cinco meses após a publicação das caricaturas, em fevereiro, o tumulto finalmente explodiu no mundo muçulmano. Bandeiras foram queimadas, retratações governamentais foram exigidas, apesar do Estado não ter feito nada de errado, produtos dinamarqueses foram boicotados em lojas e supermercados, cidadãos ocidentais foram fisicamente ameaçados no oriente médio e igrejas católicas, que não tiveram absolutamente nada a ver com o incidente foram depredadas. Pelo menos 50 inocentes morreram nas manifestações e tudo isso por ideais que contradizem a LIBERDADE, algo que alguns religiosos parecem ter dificuldades de entender.

Isso tudo nos leva a pensar principalmente sobre o respeito que os dogmas religiosos sofrem até mesmo dos não crentes. Um respeito não merecido.

A religião possui em seu cerne diversas idéias sobre as quais não há argumentação ou discussão. São idéias santas, sagradas ou algo dessa forma, que impede todos os seres pensantes de se voltarem contra elas. Se alguém discorda do seu partido político ou time de futebol, você tem todo o direito de tentar argüir sobre seu raciocínio ou lógica, mas se há na religião algum dogma como a não publicação de imagens do profetão lá, ninguém pode duvidar, confrontar ou não obedecer. Você apenas diz: “Eu respeito isso.”

É dessa forma que a religião tenta se infiltrar na vida de todos, incluindo aqueles não praticantes, como eu. É comum ver alguém comentando ou falando na cara de um ateu que ele vai “perceber seu erro” cedo ou tarde. Ridículo.

Os protestos ocorridos há três anos servem exatamente para nos lembrar o quão perniciosa pode ser a idéia de unicidade e a certeza religiosa sobre o universo e os rumos da humanidade. A liberdade expressiva e religiosa é uma realidade do mundo moderno, triste daqueles que não conseguem ver esse fato. Apesar de sonhar com um mundo onde a religião seja somente um entretenimento literário não ando pelas ruas tentando descatequizar as pessoas que rondam meu caminho ou atiro aviões em símbolos de sua fé, o máximo são algumas conversas ou posts que em tese criam alguma reflexão, porém tenho sempre em mente a frase “viva e deixe viver”, ou seja, a vida é sua e você faz dela o que bem entender. Algo que os religiosos também deveriam aprender a aceitar ao invés de se irritar tanto com alguém do outro lado do mundo que desenha um homem que morreu há milhares de anos.

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