Há pouco mais de duas semanas, no dia 2 de fevereiro, a série americana Heroes voltou do hiato em sua terceira temporada. Após o fracasso completo do segundo volume da série, com a greve dos roteiristas interrompendo prematuramente o fluxo de episódios, e do terceiro volume, Villains, decepcionando a grande maioria dos fãs com um excesso de remendos para os erros anteriores, Fugitives estreou sem muitas expectativas.
Muitos daqueles que iniciaram as primeiras temporadas com uma empolgação juvenil desistiram da série e se dedicaram a tramas mais lineares como The Mentalist, Dexter ou Lost, que não possuem tanta inconstância, ao contrário de Heroes. Com esse fato em mente, Tim Kring, criador da série, recontratou Bryan Fuller, um dos roteiristas originais da primeira temporada e que atualmente trabalhava em sua própria série, a recém cancelada, e ótima, Pushing Daisies, que promete retornar o foco da história para o drama ao invés da ficção científica, como havia acontecido.
Após assistir os dois primeiros episódios, percebe-se um plano realmente diferenciado do anterior, assemelhando-se de fato àqueles mostrados no começo da série.
A partir desse ponto o texto pode conter alguns spoilers. Para continuar é só clicar aí embaixo.
Excluindo Sylar, que parece ter voltado aos bons tempos e está maligno e enigmático como na época que era apenas um cara de boné, não há mais heróis OverPower. Peter, apesar de recuperar seus poderes no final do último capítulo, não os obteve por completo. Agora ele só pode possuir uma habilidade de cada vez, para evitar uma perda de controle, como sempre acontecia. A grande maioria dos vilões anteriores, como Arthur Petrelli, morreu e Hiro continua inútil como sempre, só que desta vez sem andar pelo Tempo-Espaço.
Fugitives começa mostrando alguns dos personagens principais retomando suas vidas rotineiras. Peter como enfermeiro, Mohinder como taxista, Hiro como Nerd, etc. Logo em seguida o plano de captura de Nathan entra em ação e pessoas especiais no mundo inteiro são caçadas e aprisionadas para conter uma suposta ameaça iminente. É aí que este capítulo se diferencia dos demais. Não há mais tentativas de impedir desastres, ou conspirações. Eles já estão lá. Só resta fugir.
O clima chega a ser quase sufocante. Não há tantas certezas sobre o que acontece ou o que vai acontecer, devolvendo Heroes ao clima de suspense original da série. Não sabemos como os heróis e seus poderes meia-boca vão lutar contra um exército governamental preparado e bem informado nem se o futuro tantas vezes visitado pelos Time Walkers das temporadas passadas vai se realizar.
Ainda é muito cedo para dizer se Heroes vai reconquistar o prestígio e admiração gerados pela sua primeira temporada, mas Fugitives começa de um modo promissor e com um nível infinitamente mais elevado que os episódios anteriores. A trama também parece rumar para um final dessa vez, sem histórias paralelas, sem uma continuidade infinita. No mais, é esperar para ver.
Fevereiro 11, 2009 às 11:07 am |
Não é segredo pra ninguém que eu abandonei heroes justamente por que a séria estava, em uma palavra, uma merda. Depois de usar heroes como adjetivo para coisas ruins eu nunca pensei que pensaria em assistir de novo. Mas esse teu teu post me deu uma motivada. Vou esperar mais um pouco se tu disser que continua bacana eu vou querer que tu me conte a 3ª para que eu não precise assistir, já que eu não sou tão masoquista assim, e eu posso assistir essa 4ª temporada.
Já Pushing Daisies eu não gostei tanto não. Também abandonei. A idéia da série é boa mais eu achei muito fraquinha. Deu pra segurar a 1ª temporada, mas no começo da segunda eu parei.
Fevereiro 11, 2009 às 4:20 pm |
Pegou a dica de “continue lendo, clicando no link” do legauus? =p
Infelizmente não posso falar muita coisa sobre o post :H
Fevereiro 11, 2009 às 5:59 pm |
eu coloco isso em todo post que tem spoiler sobre algo =P
Fevereiro 12, 2009 às 3:17 am |
Esses dois primeiros episódios servem apenas para confirmar que deveriam ter feito uma série sobre o Sylar, com eventuais heróis atrapalhando suas maldades à procura de um sentido para a vida.
No primeiro episódio não vi nada de novo. Parkman profeta? Vida normal que não chega até a metade do episódio…
No segundo a coisa piora muito para os Heroes, que fogem andando para trás. E de novo, com Sylar sendo um vilão que incomoda o expectador, salva-se o episódio. E vejam só, ele agora tem um parceiro, e que não soa ridiculo.
Fevereiro 26, 2009 às 11:11 pm |
bixo, um maluco dum blog sobre televisão pediu que eu escrevesse algo sobre séries pra ele. eu acabei com Heroes nessa quarta temporada. o pior foi que depois do post ser publicado saiu o novo episódio – que achei legal, assim como todo mundo que leu o post e me xingou sem pena nos comentários…
hahahahhahhahahahahahah
a terceiroa temporada foi muito boa, o início da quarta foi de dar sono assim como a segunda, mas ainda há esperança.
mesmo assim, Heroes perdeu o posto da minha série favorita para a sétima temporada de 24 horas. Jack Bauer tá humilhando Hiro Nakamura!
Abril 9, 2009 às 11:04 pm |
[...] teclei algo sobre esse tão conturbado mundo do entretenimento acabei em decepção. Foi este post aqui sobre o começo da última temporada de Heroes, que, como a grande maioria dos fãs antigos, [...]