Prince of Persia – REVIEW

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Acompanhei o hype do novo Prince of Persia, ou PoP deste ponto em diante, desde seu início. Cada imagem ou vídeo liberado pela produtora, Ubisoft, era motivo de felicidade e comemoração. Antes mesmo de ver bem de perto tinha certeza que o jogo possuiria uma revolução gráfica semelhante a que Okami fez no PS2. Nos primeiros instantes de gameplay houve um sentimento de decepção tão grande que o único fator que me impeliu a continuar caminhando por aquelas lindas planícies foi a intenção de escrever esta resenha. Admito logo, que estava errado. O jogo é lindo, e, apesar de suas falhas, merece ser jogado.

A trama, apesar de não ser muito original, cabe muito bem ao ambiente proposto por PoP. O deus ancestral Ahriman é libertado de sua prisão pelo rei que, seduzido pelo poder fácil das forças malignas, alastra a contaminação do mal por todo o mundo, e cabe ao Prince, que estava apenas no lugar errado e na hora errada, e a princesa de verdade, Elika, restaurar certos pontos estratégicos, os Fertile Grounds, com objetivo de minar as forças de Ahriman.

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Cada lugar recuperado rende à dupla pequenas orbes de luz que devem ser coletadas para aprimorar os movimentos especiais no Templo. As magias permitem a ativação de certas placas coloridas nas paredes, possibilitando novas habilidades, como impulsos gigantes de uma placa a outra e correr na vertical usando o cenário de forma quase esférica.

Graficamente o jogo é perfeito. Todas as imagens são em Cell shading dando um aspecto de desenho animado, o que condiz perfeitamente com o universo fantástico proposto no game. PoP tem em seus gráficos o maior trunfo. Todo o cenário é feito de forma a exacerbar ainda mais essas qualidades. Nas escaladas a luz do sol e o contraste com as sombras parecem uma pintura. Até mesmo nas batalhas o brilho dos ataques é algo que impressiona.

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A jogabilidade é fácil e intuitiva. Cada botão faz uma coisa distinta como: ativar o auxílio de Elika, agarrar ou soltar certos lugares. Nos combates também é tudo muito simples. O X é ataque com a espada, Y utiliza as magias de Elika, A ativa o ataque acrobático e B a garra. Combinações de botões também geram ataques combinados. Simples.

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No decorrer do game, porém, certas falhas são vistas nos controles. Ao rodar uma alavanca ou ativar uma placa um pequeno atraso é gerado, fazendo que o comando tenha que ser ativado mais de uma vez. No entanto não é algo tão grande a ponto de prejudicar a diversão.

A dificuldade do game chega a ser um ponto negativo, tudo é fácil demais. Ao realizar as manobras acrobáticas, cada vez que você erra ou cai é salvo por Elika. Isso pode acontecer infinitas vezes criando até certa despreocupação com o que você está fazendo. Nas lutas é geralmente a mesma coisa. Toda vez que é encurralado ou está para morrer aparecerá um comando na tela. Se você conseguir executá-lo (o que geralmente acontece) o Prince escapa do inimigo e continua a batalhar normalmente, caso contrário Elika mais uma vez interfere na peleja e o inimigo ganha um pouco de vida.

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Esse quesito do game foi o que causou mais desânimo. Os combates estão parados e sem velocidade. O Prince se mexe muito devagar e os inimigos, nas raríssimas ocasiões nas quais são em grande número, atacam apenas um por vez, diferente do Two Trhones, último jogo da franquia para o PS2. Há também uma enorme repetição nos chefões do game. Ao todo são quatro que se repetem infinitamente até que o jogador alcance o local definitivo de sua morte. Desanima.

Como disse anteriormente, devido há esses enormes pontos fracos quase paro no decorrer do jogo. Percebo, hoje, que PoP é uma obra de arte, não um game de ação. A Ubisoft esforçou-se tanto na realidade dos movimentos, nos gráficos e na criação deste imenso, lindo e complexo mundo que ao passar das horas você realmente para de se importar se Elika o salva sempre que um movimento sai errado ou se as batalhas não são tudo que poderiam ser. Não é uma das tarefas mais fáceis abrir a cabeça para esse estilo mais artístico de jogar, principalmente pra quem acabou de sair de um Devil May Cry 4, onde o foco principal era a ação, mas vale realmente a pena. Prince of Persia, não importa o que digam, é e continuará sendo lindo.

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