Dar uma volta no Vertigem baixando quadrinhos randômicos na esperança de achar algo de qualidade, coisa que geralmente acontece, é algo mais comum do que vocês podem imaginar.
Alguns dias atrás, durante mais uma peregrinação de rotina, lembrei-me das histórias de Bem Templesmith, autor que já virou até motivo de confusão nos site e, porém, ainda não conhecia. A obra da vez foi Singularity 7.
Singularity 7, lançada em 2004 e publicada pela IDW Comics, mostra de maneira bem inovadora um futuro pós-apocalíptico, algo que sempre atrai os fãs de ficção científica. Após a queda de um meteorito na Terra, Bobby Hennigan é possuído por nanorobôs, os nanitas, que, após se fundirem com seu corpo e mente lhe atribuem certas habilidades especiais de controle material, devido sua natureza replicante e transformadora. Obviamente, aos um começo altruísta, onde suas habilidades eram usadas para implantar melhorias no planeta, as coisas saem do controle para Bobby. Sua existência, assim como a de todos os outros começa a mudar.
O traço de Templesmith, apesar de não ser do mais tradicional ou realista, adapta-se muito bem à trama. É algo que mistura um aspecto sombrio e disforme. Perfeito para um mundo modificado artificialmente. As cenas de ação e violência também são bem representadas. Vísceras e sangue explodem de forma brutal pelas parcas páginas do volume.
Este fator, o tamanho da história, seria o único ponto negativo durante a narrativa. Singularity possui somente quatro edições. Devido a sua curta vida os personagens não conseguem se aprofundar tanto quando deveria e, findam sua existência sem mostrar sua real personalidade. Apesar de ser claramente contra a prolixidade, a saga contada por Templesmith é curta demais e parece em certos pontos imprensada ou até mesmo contada com pressa o que acaba por tornar a leitura um pouco decepcionante.
O primeiro contato com as obras de Templesmith não foi dos melhores. Apesar de ler o primeiro volume com voracidade, o final me abateu como uma pá feita de apatia. Para os reais fãs da 9ª arte, com certeza Singularity 7 é algo que merece ser visto e apreciado. Para os não muito familiarizados, a violência exacerbada e a trama meio curta podem assustar. Apesar dos pesares Bem Templesmith merece mais uma chance.
Link para download: AQUI
Maio 23, 2009 às 2:29 pm |
Honestamente, quadrinhos não me facinam. Leitura no computador? Realmente chato.
Cara, tu já ouviu falar no Reader Ebook? Aparelhinho que eu fiquei muuuuito interessado em comprar. Mas o preço meio salgadinho, é da Sony. Dá uma olhada. Virou febre nos EUA, dizem que vai substituir os livros em breve. O New York time já utiliza ele como padrão para venda de “jornais”. Ia ser lindo se ele conseguisse colocar quadrinhos no seu software.
Maio 28, 2009 às 9:46 pm |
fernanduxo, eu já pedi esse singularity pra ti?na verdade quero tudo que tu baixou, hoho. eu acho que vou gostar; pelo menos o traço parece ser bonito.
eu e marcuxo estamos carentes. nunca mais teve conversas randômicas de rir até o chão. saudade disgranha s2
xD
Junho 26, 2009 às 1:46 pm |
ainda vai atualizar caps?