Dar uma volta no Vertigem baixando quadrinhos randômicos na esperança de achar algo de qualidade, coisa que geralmente acontece, é algo mais comum do que vocês podem imaginar.
Alguns dias atrás, durante mais uma peregrinação de rotina, lembrei-me das histórias de Bem Templesmith, autor que já virou até motivo de confusão nos site e, porém, ainda não conhecia. A obra da vez foi Singularity 7.
Singularity 7, lançada em 2004 e publicada pela IDW Comics, mostra de maneira bem inovadora um futuro pós-apocalíptico, algo que sempre atrai os fãs de ficção científica. Após a queda de um meteorito na Terra, Bobby Hennigan é possuído por nanorobôs, os nanitas, que, após se fundirem com seu corpo e mente lhe atribuem certas habilidades especiais de controle material, devido sua natureza replicante e transformadora. Obviamente, aos um começo altruísta, onde suas habilidades eram usadas para implantar melhorias no planeta, as coisas saem do controle para Bobby. Sua existência, assim como a de todos os outros começa a mudar.
O traço de Templesmith, apesar de não ser do mais tradicional ou realista, adapta-se muito bem à trama. É algo que mistura um aspecto sombrio e disforme. Perfeito para um mundo modificado artificialmente. As cenas de ação e violência também são bem representadas. Vísceras e sangue explodem de forma brutal pelas parcas páginas do volume.
Este fator, o tamanho da história, seria o único ponto negativo durante a narrativa. Singularity possui somente quatro edições. Devido a sua curta vida os personagens não conseguem se aprofundar tanto quando deveria e, findam sua existência sem mostrar sua real personalidade. Apesar de ser claramente contra a prolixidade, a saga contada por Templesmith é curta demais e parece em certos pontos imprensada ou até mesmo contada com pressa o que acaba por tornar a leitura um pouco decepcionante.
O primeiro contato com as obras de Templesmith não foi dos melhores. Apesar de ler o primeiro volume com voracidade, o final me abateu como uma pá feita de apatia. Para os reais fãs da 9ª arte, com certeza Singularity 7 é algo que merece ser visto e apreciado. Para os não muito familiarizados, a violência exacerbada e a trama meio curta podem assustar. Apesar dos pesares Bem Templesmith merece mais uma chance.
Link para download: AQUI
Escrito por Fernando Portelada
Escrito por Fernando Portelada
Escrito por Fernando Portelada 
