É a primeira vez que escrevo sobre Magic aqui no EntrelinhaZ, muito provavelmente porque voltei a jogar há bem pouco tempo.
Para quem não sabe, Magic: The gathering (Só Magic para ser mais conciso) é um Trading Card Game (jogo de cartas colecionáveis). Além de ser o mais famoso do mundo, um dos mais antigos, é um dos mais estratégicos e com o maior número de jogadores, Magic já fez parte das JSS (Junior Super Series), as olimpíadas mentais que tinham como premiação bolsa de estudo para faculdades. Saiba mais aqui.
Pois bem, como já dito eu havia parado desde o começo de 2004, quando, desanimado, comecei a dedicar meu tempo livre à minha vida pessoal, estudos ou outras atividades menos dispendiosas. Porém, sempre ficou aquele gostinho amargo de saudade na boca e sempre repetia que assim que fosse financeiramente saudável eu voltaria à nerdice.
Bom, ainda não é, mas já que as duas faculdades consomem quase todo meu tempo semanal tornando um emprego inviável em tempos próximos resolvi voltar mesmo assim.
Após estudar um pouco o ambiente T2 e checar minhas possibilidades financeiras montei um MonoRed Aggro que apresentou, em meu ver, o melhor custo benefício. Segue a lista:
19 – Montanhas
—-22 Lands
3 – Trovão Infernal
4 – Mogg fanático
—- 21 Creatures
3 – Shock
3 – Magma Spray
3 – Puncture Blast
4 – Flame Javelin
4 – Incinerate
—- 17 other spells
Aqui em São Luís, realmente não temos muitos jogadores, ontem, no maior campeonato em muito tempo, houve 18 competidores, mas pelo contrário do imaginável o nível de jogo é muito alto, o que acaba assustando alguns iniciantes. Não é raro ver decks tops, campeões mundiais e literalmente milhares de reais em forma de cartas sendo jogados nas mesas.
Apesar de ter sido o meu primeiro campeonato sério em, sei lá, 5 anos, tive um ótimo resultado, fiz top 3 perdendo apenas duas partidas, sendo elas para o primeiro e segundo lugar da disputa.
O desempenho do Monored é bom, não dos melhores, mas é bom. Sinto-me muito inseguro ao jogar com o deck, há certas respostas que não posso dar às ações adversárias. Até mesmo criaturas, que seriam fáceis de remover com dano direto, tornam-se obstáculo. Proteção contra o vermelho, como Burrenton Forge-tender , então nem se fala.
Quando a mão vem boa e rápida o deck atropela, mas perder o terceiro land drop, ou enfrentar remoções no início de jogo acaba completamente com o gás do baralho, parece que uma engrenagem ficou desalinhada.
As vitórias saíram contras as good matches e as derrotas contra os decks que eu já sabia ter dificuldades. Um Cruel Control e um Realm Razer foram atropelados enquanto um Tritão UW e um Jace Control fizeram o inverso comigo.
Em compensação ao seu enorme poderio ofensivo ,o monored aggro consegue ter toda essa fragilidade contra alguns arquétipos do ambiente. Com esses pensamentos em mente resolvi mudar um pouco o baralho, adicionar branco e fazer um Vengeant Winnie com a esperança de ter algumas vantagens contra as partidas que antes seriam de graça para o adversário. Já comecei a encomendar as cartas e a lista dos primeiros testes deve sair em breve.
Acho que o blog acabou de ganhar mais uma seção com esse meu recém lembrado vício, mais um espaço para falar de Magic, decks, estratégias e frustrações sobre o jogo.
Escrito por Fernando Portelada