Com um toque: Advento dos touchscreens

Setembro 21, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Cada dia que passa os lançamentos chegam ao mercado, velho modelos são revisados, câmeras se tornam mais potentes, aparelhos mais finos e portáteis. Mas até quando?

Um dos artifícios mais usados ultimamente para atrair compradores e levar os eletrônicos a um patamar de nova geração são as touchscreens.

A imersão que esses dispositivos causam ao usuário é o principal fator de seu sucesso. No início do novo milênio, falava-se do mercado online e como ele superaria o mundo real. Os jornais, lojas de departamentos, supermercados e até conversas online existem e estão cada vez mais presentes em nossa vida, mas nada melhor do que escolher a maçã mais vermelha e suculenta da prateleira do supermercado com as próprias mãos. A emulação de realidade das telas de toque aproxima-nos do convívio social que teríamos ao sair de nossos casulos.

No entanto, palms de quase dez anos atrás possuíam tecnologia semelhante por que todo esse frenesi justo agora?

Anteriormente, devido à falta de sensibilidade dos aparelhos, era extremamente necessário o uso do Stylus, a canetinha. Trazia sim certo status sair por aí clicando em ícones com um bastãozinho. Toda via nada prático.

Com a tecnologia multitouch atual esse acessório foi abolido. As telas reconhecem pontos em diversos lugares de sua superfície. É possível aumentar ou diminuir uma foto com um simples afastar de dedos.

Já existem celulares, videogames, computadores, monitores que compartilham essas invenções. No futuro, quem sabe, um espelho de banheiro com touchscreen e conexão Wi-Fi para ler as notícias enquanto escovamos os dentes.

Enquanto fazem conexões cada vez mais poderosas, aparelhos cada vez mais rápidos, com exceção da Apple, esquecem que o melhor apelo é na verdade um bom design. Ainda não se vê uma revolução que mudará o mundo com outro toque.


Get a Mac Ads

Setembro 21, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Já está ficando batido falar das campanhas publicitárias da Apple. Esse, no entanto, é um assunto que não pode passar despercebido.

Não sei se os meus leitores já tiveram contato com os anúncios “Get a Mac”, mas trata-se de uma campanha agressiva que ressalta as principais qualidades da Maçã e os piores defeitos de seu maior concorrente: o Windows.

É hostil de tal forma que chega a ser engraçado. Os Macs são mostrados como um rapaz jovem e descolado, enquanto os Pcs são um trabalhador antiquado. Há também participações especiais como Gisele Bundchen, a famosa Top Model brasileira, que faz o papel de um vídeo caseiro.

É bom, é curto e é engraçado. Vale a pena ser visto.

Fiquem com uma coletânea dos mais engraçados vídeos. Faz-se necessário um bom conhecimento de inglês.


Midia e Tecnologia

Setembro 21, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Estava lendo um artigo do Meio Bit esses dias a respeito de seu próprio sucesso. Pode parecer nada humilde, mas era sobre um fato bem sério.

O texto falava sobre os jornalistas especializados em tecnologia e a falta da habilidade dos mesmos em cobrir a área. Exatamente por serem apenas usuários, não técnicos ou desenvolvedores. Isso levaria a uma crescente preferência por blogs ou mídias alternativas.

O mundo tecnológico atual, com inovações diárias e revoluções gigantescas acontecendo a todo o momento, exige dos profissionais da área uma dedicação mais do que religiosa que ocupa todas as horas de seus dias, mesmo que inconscientemente. No entanto, o jornalismo científico ainda precisa de muita, mas muita mão de obra.

O livro Jornalismo Científico, escrito por Fabíola Oliveira, discorre sobre o papel desse profissional futurista, que ainda está muito distante da realidade brasileira. “Enquanto o cientista produz trabalhos dirigidos para um grupo de leitores, específico, restrito e especializado, o jornalista almeja o grande público.” – Diz Fabíola.

Em outras palavras, o jornalista científico trabalha como um porta-voz da ciência, traduzindo as descobertas para o leitor médio.

Pode parecer de praxe usar o Domingo tecnológico para falar mal do governo, do nosso sistema de ensino ou de grandes empresas, mas é exatamente destes a culpa das matérias mal feitas e trabalhos medíocres que são empurrados à população que, por pura ignorância, aceita tudo que lhe é dado.

Ricardo Maia, técnico em informática e professor de desenvolvimento de aplicações para web, diz que o acesso à informação é controlado principalmente por interesses financeiros:

“A “imprensa” geralmente é dividida em dois grupos: a dos cientistas da computação que escrevem artigos científicos interessantíssimos e sem nenhuma ligação com a comunidade, e a das empresas de mídia que escrevem a respeito das tecnologias de quem as financia” – Afirma.

Dessa forma, nota-se que o conhecimento não deve implicar em soberba. Apesar de escrever, ler, conversar e até já ter trabalhado com tecnologia, admito muitas vezes não entender algum termo técnico, ou gíria especializada como as que surgem internet afora.

Novamente Fabíola explica: “O uso e abuso da metalinguagem são excelente recurso para aproximar o público leigo das informações científicas. Quando as pessoas conseguem associar um princípio ou uma teoria científica a alguma coisa que lhes é familiar, fica muito mais fácil a compreenssão do assunto, e a comunicação científica torna-se eficaz.”

Outro fator de suma importância neste campo é a tradução. Como o Brasil não produz a maioria dos sistemas que usa, os livros, textos, notícias e softwares precisam ser transcritos de outras línguas. Assim, informações preciosas acabam sendo suprimidas ou mal interpretadas.

Logo, já que a ciência é um mecanismo sem freios e cada vez mais importante no nosso dia-a-dia, faz-se cada vez mais necessário o uso de pessoas capacitadas a espalhar a informação entre a população em geral. Isso, provavelmente, estará nas mãos dos nossos filhos ou netos visto que o presente de nosso país “em desenvolvimento” é bem diferente do que gostaríamos que fosse. O conhecimento não deve ficar nas mãos de poucos, nem escondido atrás de palavras de difícil acesso. Tanto o leigo quanto o especialista, em um mundo ideal, seriam atualizados sobre o mesmo assunto em uma linguagem acessível a ambos. O jornalista científico é um profissional mal explorado e que tem muito a crescer.

Na dúvida, fiquem com os blogs.


Nomophobia

Setembro 21, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Nomophobia ou Nomofobia é o mais novo pânico que assola os britânicos. O medo de ficar sem o telefone celular foi divulgado pelos pesquisadores nesta última segunda, 31.

De acordo com especialistas, mais de 53% dos usuários de aparelhos móveis sofrem dessa doença. Cerca de 58% dos homens e 48% das mulheres  ficam horrorizados ao enfrentar um problema com seus telefones. 9% da população total sofrem de ansiedade quando têm seus celulares desligados, sem crédito ou sem cobertura de rede.

A pesquisa feita pelos Correios entrevistou mais de 2.100 usuários de telefonia móvel. Stewart Fox-Mills, perito em telecomunicações afirma que esse é um problema real para muitas pessoas.

“Nós todos estamos familiarizados com as situações estressantes do dia-a-dia como mudanças, fins de relacionamentos e Natal em família, mas parece que ficar sem telefone celular pode ser a contribuição do século 21 para nossas já perturbadas vidas”

“Sempre que você fica sem crédito ou bateria, perde seu telefone ou está em uma área sem recepção, ficar sem telefone cria uma sintonia de pânico em nossas vidas 24h” – Disse Mills.

Os especialistas ainda elaboraram algumas dicas como: sempre manter a bateria carregada e um valor considerável de créditos disponíveis.

Há também a recomendação de se libertar dos grilhões tecnológicos simplesmente desligando o seu telefone.

Fonte: DailyMail


Oled, O futuro nas mãos da LG

Setembro 20, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Não param de surgir novos artifícios para a melhoria do já avançado mercado televisivo. Telas cada vez mais finas, com mais linhas de resolução e contendo um número gritante de polegadas aparecem todos os dias. Mas não é sempre que se vê uma revolução como a que acontece diante dos nossos olhos. Falo de algo que a maioria dos humanos normais ainda não devem ter conhecimento, o OLED.

Organic Light-Emitting Diode ou diodo orgânico emissor de luz é uma tecnologia criada pela KODAK na década de 80 que pode permitir telas muito mais finas, resistentes e baratas que as atuais LCD ou Plasma. A chave deste processo é usar diodos orgânicos, compostos por moléculas de carbono que emitem luz ao receberem uma carga elétrica e são aplicadas diretamente sobre a superfície da tela. Acrescentam-se, então, filamentos metálicos para conduzir os impulsos elétricos e está pronta uma TV com um custo extremamente baixo.

A principal característica desse tipo de aparelho, é que a emissão de um brilho próprio, com isto não necessita de luz de fundo ou luz lateral, (backlight ou sidelight) e ocupa menos espaço. Outra propriedade importante, é que quando o OLED não está polarizado, ele torna-se completamente obscuro. Obtendo-se assim, o preto real. Diferente das telas LCD que não conseguem obstruir completamente a luminosidade de fundo.

O número de parcerias entre os produtores e as companhias que distribuirão esses dispositivos continua crescendo. Essa semana, a LG Eletronics, assinou um contrato com a KODAK para usar a sua patente sobre a tecnologia OLED de várias maneiras diferentes. Entre elas estão inclusas: Televisores, celulares e até mesmo porta-retratos digitais.

Andrew Sculley, Vice Presidente do Kodak’s Display Group, afirmou que os próximos aparelhos de televisão e monitores com telas OLED devem estar disponíveis até o fim do ano. Inicialmente eles terão um tamanho reduzido para competir com a Sony, que já possui alguns produtos nessa categoria, e buscar aceitação de mercado.

No entanto, ainda há várias questões a serem resolvidas antes de ser definido o próximo padrão para as TVs caseiras. A fragilidade dos filmes plásticos, que se rompidos inutilizam o monitor, e a durabilidade dos compostos, especialmente os que produzem a cor azul, são alguns desses fatores. É certo, porém, que estamos caminhando para algo inimaginável, já que além de todas as vantagens das telas de Plasma e LCD, o OLED oferece opções que nenhuma delas pode reproduzir.

Fonte: Meio Bit, Wired, Omitek.


O futuro do Mp3

Setembro 20, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Hoje em dia não é estranho vermos pessoas usando fones de ouvido. No transportes coletivos, calçadas ou ate mesmo em sala de aula, inúmeros cidadãos estão presos em seu mundinho particular. Toda essa imersão musical só é possível graças a arquivos em formato mp3, ou mais precisamente aos mp3 players.

O primeiro Tocador de músicas digitais foi concebido no ano de 1997, nos laboratórios da Advanced Media Products e batizado de AMP MP3 Playback Engine. Era algo extremamente desconfortável, assim como seus predecessores: os Walkmans e Diskmans, que faziam da experiência um suplício, já que tínhamos que carregar várias fitas K7 ou CDS para uma playlist bem diversificada. O AMP Tinha apenas 32mb de memória e se conectava ao PC por uma porta paralela. Era só o início de um dos artigos indispensáveis na mochila de muita gente nos dias de hoje.

Em 23 de outubro de 2001, acontecia o fato que popularizou os players em todo o mundo. Steve Jobs, presidente da Apple lançava o primeiro Ipod. Ele tinha apenas 5gb de espaço interno, uma Click Wheel mecânica, visor monocromático e custava cerca de US$ 399,99.

A aceitação foi imediata. Um aparelho que cabia na palma da mão, que possuía um quarto do tamanho dos HDS da época, era algo inacreditável. Carregar por aí a discografia completa da sua banda favorita ou até mesmo dados gigantescos era impagável. Um sucesso de vendas.

A evolução não parou por aí. Vieram concorrentes de peso como o Zune, o Archos, e toda a linha Walkman da Sony. Os novos mp3 players ganharam maior espaço, telas coloridas, capacidade de ler imagens, vídeos, se conectar à internet e até tirar fotos. Estavam se transformando em verdadeiros canivetes digitais. Todos esses fatos acabam por levar a inevitável pergunta:

Qual o limite?

Na opinião de Victor Fredell, gerente de aquisição de conteúdo da Sony Ericsson, não só os Ipods como os players dedicados EM GERAL estarão mortos dentro de apenas 2 anos. A razão de toda essa generalização por parte de Fredell, mais uma vez, é devido à convergência de vários aparelhos em um. O mesmo motivo que levou ao quase esquecimento dos Palms. Quando você tem um celular que cumpre todas as funções de um mp3 player padrão, tira fotos, rede wi-fi e ainda faz ligações, não há motivos para carregar dois aparelhos no bolso de seu jeans.

O que ainda dificulta muito o uso de celulares como tocador de mídia digital, é a pobreza de softwares de sincronização com os serviços atuais de compra de arquivos online, já que nem todos moram no Brasil e baixam arquivos ilegalmente ripados. Estudos recentes da M:Metrics mostram que nos EUA somente 2.9% dos usuários já ouviu mp3 em seus celulares. E apenas 0.7% fizeram download de música para seus aparelhos.

Apesar de tudo, estou feliz com meu Sony Ericsson, ele é um ótimo player. Tenho a opção de criar listas de reprodução, filtrar meus arquivos de diversas formas, equalizador. Sem falar da capacidade de usar vários tipos de formato como: AAC, AAC+ e Mp3. Acredito que pessoas como eu, que não tem tanto dinheiro para investir em tecnologia procurem algo que possa fazer tudo ao mesmo tempo.

Talvez seja cedo para colocar o último prego no caixão dos players exclusivos, mas a tampa, com certeza, já está sendo posicionada.

fonte: Meio Bit


Web 3.0

Setembro 20, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

No tempo que o Vasco ainda jogava futebol, a internet era 1.0.

Até os dias atuais, muita gente não sabe as diferenças entre esses números que expressam a evolução do sistema que usamos. Vou explicar:

Na web 1.0, o servidor ou webmaster mandava todas as informações para o usuário. Assim, os pobres mortais, não podiam expressar as próprias opiniões ou adicionar conteúdo que fosse relevante. Agora, com o advento da web 2.0, as pessoas fazem parte da mídia digital, contribuindo para o fluxo de dados. Exemplos disso são serviços como: youtube, o próprio wordpress, as redes sociais (Orkut, myspace, facebook), as wikis (enciclopédias livres) e os portais com vários serviços agregados, como o Windows Live.

Apesar de muitos considerarem a web 2.0. Um grande golpe de marketing, eu que sou usuário assíduo desde 1994, antes da internet em si, na era da BBS, vi como as coisas realmente funcionam e posso afirmar com todas as letras que estamos evoluindo.

Então, outro dia me peguei pensando enquanto via algum filme sem graça no sofá da minha casa: Onde vamos parar? Como vai ser a internet 3.0?

Para Mo Shakouri, vice presidente de marketing do grupo WIMAX, eles tem a nova tecnologia que vira revolucionar as telecomunicações, e a revolução será móvel. A nova freqüência de transmissão de dados supostamente vai permitir uma velocidade até 12 vezes maior que a atual 3G. Isso daria uma conectividade extremamente rápida e em qualquer lugar. Um tráfego com qualidade até mesmo superior que a atual ADSL dos computadores. Apesar de hoje em dia já ser possível esse tipo de interação com a web em tempo integral por parte de notebooks, pdas, videogames e celulares equipados com wi-fi, a rede WIMAX promete fazer esse acesso mais rápido e barato.

No entanto, na opinião de Daniel Gruhl, um dos diretores do Almaden IBM Research Center, a web 3.0 será a integração de todos os serviços já oferecidos de forma inteligente. “A Web 3.0 organiza e agrupa essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta” – disse Gruhl. O centro de pesquisa que ele faz parte se encontra no vale do silício californiano e tem como objetivos encontrar novos usos comerciais para a Internet. Encontrar o novo youtube por assim dizer.

Não sei qual vai ser o fim. Talvez a nova geração da internet ainda nem exista e tudo isso seja só mais uma forma de vender algo que já existe com uma cara nova, talvez a revolução esteja acontecendo nesse momento e nós nem nos damos conta. Sei que nada vai oferecer uma mudança tão drástica quanto a participação que hoje, por força, adquirimos na internet.


Design ou funcionalidade?

Setembro 20, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Realmente não gosto dessa mania de endeusar a Apple e seus produtos hoje em dia. Começa com os mp3 players, categoria que os Ipods já viraram o top of mind, vai para os celulares, onde existem aparelhos extremamente mais completos que o Iphone de Steve Jobs que não tem tanta repercussão, e agora vai para a área dos notebooks.

Se você não passou os últimos meses se escondendo da polícia em um buraco no Kuwait, sabe do lançamento do MacBook Air.

Vamos colocar a seguinte afirmação: É o computador portátil mais fino do mundo e é lindo PONTO!

E pra mim é só isso, não adianta ser ultrafino se não cumpre diversos requisitos básicos como: um drive óptico (leitor de CDs e DVDs) e falta de uma entrada Ethernet para conexão com fio. O Macbook Air só se conecta a internet pela rede wireless .

A configuração é super potente: Core 2 Duo da Intel de 1,6 GHz, 2 GB de memória RAM e 80 GB de disco rígido, mas suas falhas não o fazem entrar na minha nada seleta lista de coisas que compraria se tivesse muito, muito dinheiro.

Acho que meio embasbacados pela beleza dos computadores da empresa Maçã, os usuários esquecem os concorrentes que na maioria das vezes até superam as características dos seus lindos irmãos. É o caso do Lenovo Thinkpad x300.

Ele também é ultrafino (não tanto como seu concorrente, admito), também tem uma configuração topo de linha: tela de 13.3” widescreen LED backlit com resolução de 1.440 x 900 pixels, processador Intel Santa Rosa de 2.0 GHZ, disco SSD de 64 GB, GPS, conectividade Bluetooth, 802.11 a/b/g/n, Wireless USB, WWAN, WiMax, gravador de DVD ultrafino (7 mm), até 4 GB de memória, webcam integrada, touchpad e teclado com TrackPoint, três portas USB, entrada de microfone e uma saída para fones de ouvido. Ocupa todos os buracos deixados pelo notebook da Apple.

Além disso, o corpo do Lenovo Thinkpad x300 é feito de fibra de carbono, o que impede acidentes como o que ocorreram com o Macbook Air na sua estréia aqui no Brasil.

Acho que a estética, é realmente, o único fator que justifica a diferença de preços. US$ 3.098. para o portátil da Apple e US$ 2.500. para o concorrente da Lenovo.

Design é tudo, amigos. Mas eu ainda preferia um Sony Vaio.

UPDATE:

O Felipe Alvarenga mandou um comentário interessante sobre a capacidade do Macbook Air em comparativo com outros portáteis. A máquina da Apple se mostrou superior em todos os quesitos. Apesar de tudo, na minha realidade, ainda acho o Thinkpad melhor.

Fonte: Digital drops, G1, Folha online, Info .


Gritando em silêncio: TV digital

Setembro 20, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Assim que resumo minhas últimas palavras sobre a TV Digital. Um grito em silêncio.

O modelo digital comprado pelo Brasil, o japonês, é o mais caro do mundo e já foi recusado por diversos países. O prazo de dez anos para o encerramento do sinal analógico no país é completamente contra a nossa realidade, os preços ainda são caros e não vão baratear a tal ponto de serem acessíveis às parcelas mais baixas da população. A cultura vai ficando cada vez mais distante e elitizada. A tão falada revolução tecnológica na área televisiva é nada mais que um embuste. Um grande embuste.

Foi preciso um fórum jornalístico para que os olhos ignorantes finalmente fossem abertos.

O tiro de misericórdia contra a TV digital brasileira foi dado há pouco tempo, no dia 13 de março.

O Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que obteve no Japão uma negativa da Toshiba sobre montar uma fábrica de semicondutores no Brasil. A produção era esperada desde 2006, quando foi firmado o acordo para a operação do sistema japonês de TV digital, ao invés do Europeu ou americano, de preço mais barato e com mais opções de distribuidores.

“Conversei com a ministra Dilma (Roussef, da Casa Civil) e pude compartilhar o sentimento de frustração quanto à falta de reciprocidade à adoção do padrão de TV digital japonês. Como contrapartida, a Toshiba ficou de instalar no Brasil uma fábrica de semicondutores e não cumpriu o trato. Estive com a direção da Toshiba, aqui em Tóquio, e eles me confirmaram a desistência” – Disse Cabral.

Tais acontecimentos só farão o preço dos conversores de sinal aumentar e tornar o sonho de uma programação interativa cada vez mais longe das nossas residências.


Quase um conceito: Design Apple

Setembro 20, 2008

Texto publicado originalmente em trabalhos anteriores do autor.

Quem acompanha o Mal Começo sabe que eu adoro malhar a Apple, detesto o endeusamento que a maçã e até mesmo o lixo da empresa de Steve Jobs sofrem nos dias de hoje. Acho tudo isso extremamente desnecessário. Por esse motivo que eu sempre posto quando algo dá errado naquelas bandas, quero que todos vejam que a companhia é construída por reles mortais, como nós.

Uma coisa, no entanto, é fato. Ninguém tem um marketing melhor que esses caras. Acho que os gastos com merchandising é até mesmo maior que os com desenvolvimento de produtos.

O design é outro fator importantíssimo, é sempre algo novo, impensado, que no final todos copiam e cobiçam. Foi assim com: Iphone, Ipod, Ipod Touch, Macbook, Imac etc.

O visual dos produtos da Apple entra quase no campo do Conceito.

Produtos conceito são aqueles que apresentam mudanças jamais vistas no seu campo de atuação. Seja um jogo de videogame, como Okami, seja um celular ou até mesmo um computador.

Não importa se é possível, não importa se é viável. O que está em jogo, é a idéia por trás do aparelho. Os conceitos são geralmente apresentados em feiras e exposições de sua determinada área. No entanto, quando os engenheiros entram em campo, acabam com o serviço dos elaboradores e transformam o extraordinário em algo comum.

De acordo com pesquisa, até mesmo observar a marca da empresa deixa as pessoas mais criativas.

Isso é algo que admito não ser falha de Jobs. Os produtos que ainda nem foram lançados já são sucesso de vendas.

Talvez falte um pouco mais de popularização de suas invenções para que os preços caiam. Hoje em dia, por serem importados, comprar um produto da maçã ainda sai muito caro.

Por mais que existam concorrentes melhores que os aparelhos da Apple, por mais que seus notebooks sejam hackeáveis em 2 minutos, possuir algo com o logotipo da fruta mordida continua sendo sinal de status e um jeito diferenciado de ser.